Recentes tentativas desse tipo de invasão foram detectadas pelo Superior Tribunal de Justiça.
Os ataques de negação de serviço distribuído (DDoS – Distributed Denial of Service, em inglês) agem sobrecarregando uma rede, um servidor ou site com um grande volume de solicitações.
Esse crime cibernético aproveita os limites de capacidade desses sistemas para sobrecarregá-los, tornando-os lentos ou inacessíveis aos utilizadores legítimos, interrompendo serviços devido ao aumento de tráfego.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi alvo de um ataque DDoS durante o Carnaval. O portal da instituição apresentou instabilidade e dificuldade de acesso, mas o órgão explicou que identificou e neutralizou o ataque antes que ele pudesse causar outros prejuízos. A partir da detecção da invasão, foram ativados alguns mecanismos, como a validação de acesso do usuário.
Crescimento de ataques DDoS é registrado
De acordo com um relatório do FortiGuard Labs, laboratório de análise e inteligência de ameaças da Fortinet, houve um crescimento de mais de 1.800% nos ataques DDoS entre 2023 e 2024, em todo o mundo. O estudo revelou ainda um crescimento nos ataques hipervolumétricos. Alguns excedem taxas de 1 bilhão de pacotes por segundo (pps) e 1 Tbps.
O relatório também apresentou a quantidade de ataques cibernéticos em empresas de todo o mundo. Considerando somente as tentativas de invasões em companhias brasileiras, o número ultrapassa 356 bilhões – em 2024. Em 2023, foram cerca de 60 bilhões, o que representa um aumento de mais de 500%. O Brasil segue sendo o primeiro colocado nesse quesito na América Latina, ficando à frente de México e Colômbia.
Outro estudo, realizado trimestralmente pela Cloudflare, mostra que o Brasil foi o 6º país que mais sofreu ataques DDoS no quarto trimestre de 2024.
Riscos
Para explorar os gargalos nas infraestruturas que recebem o tráfego, a maioria dos ataques DDoS usam duas técnicas: grandes volumes de pacotes ou grandes volumes de dados.
Essas técnicas exploram a restrição na capacidade de servidores, aplicativos, links de rede, entre outros, que tem limite na quantidade de solicitações simultâneas que conseguem processar ou no volume de dados que podem transmitir ou processar. Quando este limite é ultrapassado, o sistema pode apresentar instabilidade ou ser derrubado.
“O DDoS pode ser tão ou mais perigoso que ransomware ou phishing, dependendo do contexto. Ele pode derrubar sistemas críticos em segundos, interrompendo operações essenciais. Além disso, muitas vezes ele é usado em conjunto com outras ameaças, potencializando o impacto e tornando a resposta à crise ainda mais complexa”, destacou Thiago Branquinho, CTO da TI Safe.
Os riscos de ataques DDoS são diversos, entre eles:
- Interrupção de serviços, inclusive aqueles essenciais à população;
- Perdas de receita no período de inatividade/queda do site, especialmente no caso de e-commerces;
- Riscos legais, com responsabilização jurídica pela falha na disponibilização de serviços;
- Prejuízos financeiros diversos, incluindo custos com ferramentas de recuperação;
- Comprometimento da credibilidade ou reputação da organização;
- Entre outros.
O prejuízo financeiro de ataques DDoS também pode vir de um pedido de resgate. Muito comum nos ataques por ransomware, quando há bloqueio de sistemas e sequestro de dados, muitos criminosos utilizam ataques DDoS para causar interrupções em serviços online em horários e datas de pico. Com esse trunfo em mãos, cibercriminosos efetuam um pedido de resgate para liberar a plataforma.
Vale mencionar ainda os riscos para as infraestruturas invadidas em relação à segurança de dados e possíveis fraudes, que podem ser um efeito cascata dos ataques DDoS. Algumas dessas invasões não têm, necessariamente, o objetivo de derrubar a rede ou um site, mas desviar a atenção dos sistemas de defesa para outras incursões maliciosas, como ataques por ransomware e roubo de dados.
Inteligência artificial nos ataques DDoS
Aplicações de inteligência artificial podem elevar o potencial destrutivo de qualquer tipo de ataque cibernético e vêm tornando os ataques DDoS cada vez mais perigosos.
“Esse tipo de ataque permite que botnets se adaptem em tempo real para evitar bloqueios e tornem as ações mais eficientes. Além disso, hackers usam IA para direcionar ataques de forma mais precisa, explorando vulnerabilidades específicas das redes-alvo. Há também o uso de deep fakes e técnicas de engenharia social para enganar equipes de segurança e facilitar invasões”, ressaltou Thiago Branquinho.
Prevenção é a melhor alternativa
Apesar das diversas ferramentas de defesa disponíveis, os ataques DDoS estão cada vez mais sofisticados e volumosos.
Levando isso em conta, a melhor forma de prevenir e identificar esse tipo de invasão é combinando tecnologia e estratégia. Isso envolve o uso de firewalls de última geração, sistemas de mitigação DDoS e monitoramento contínuo para detectar tráfego suspeito. É fundamental também:
- Manter as soluções de mitigação de DDoS sempre ativas, identificando o tráfego malicioso de forma contínua, mesmo aqueles de menor escala;
- Integrar as ferramentas de identificação e resposta a DDoS a outras soluções de segurança, permitindo a detecção de outro ataque que o DDoS está tentando ocultar;
- Contar com ferramentas de depuração baseada em borda, aumentando a latência da rede, além de outros recursos avançados de detecção e resposta;
- Implementar arquiteturas Zero Trust, minimizando a superfície de ataque;
- Aplicar patches de segurança e realizar as atualizações necessárias nos sistemas;
- Contar com uma infraestrutura resiliente, com balanceamento de carga e serviços em nuvem, a fim de minimizar os impactos;
- Utilizar recursos de inteligência artificial para antecipar ataques e fortalecer a segurança de redes críticas;
- Promover treinamento contínuo e capacitação dos colaboradores, tornando-os ativos conhecedores de situações que podem colocar em risco a integridade dos sistemas.
A TI Safe é pioneira e líder em segurança cibernética para infraestruturas críticas no Brasil. Nosso pacote de soluções protege operações essenciais contra ameaças digitais, promovendo gestão e monitoramento 24×7, segmentação de redes, resposta a incidentes e governança. Como diferencial, nosso trabalho contempla uma abordagem completa, alinhada às normas IEC 62443, NIST CSF e IoT Frameworks, garantindo conformidade e mitigação de riscos.
Para conhecer a ASCI e entender como essa solução pode proteger sua infraestrutura, fale com nossos especialistas.