Nos últimos anos, o setor de energia tem se tornado foco crítico para ataques cibernéticos, colocando-o hoje entre os cinco segmentos produtivos mais visados no mundo inteiro para este tipo de crime. E o Brasil está longe de ser imune a esta realidade: nosso investimento em segurança cibernética para infraestruturas críticas ainda é muito pequeno, nos tornando particularmente vulneráveis a ataques cibernéticos, espionagens e sabotagem a importantes ativos para nossa segurança energética nacional.
Hoje, mais do que temer hackers independentes, as empresas precisam estar cada vez mais atentas ao ataque de corporações criminosas organizadas e mesmo à invasão de agências de inteligência e defesa internacionais. “O grande problema do ataque cibernético é que nunca se sabe de onde ele vai vir, qual o seu principal objetivo ou alvo e de que recursos os invasores irão dispor para isso”, diz André Laurenti Ramos, diretor executivo da Blue Ocean Business Events. A empresa organiza, de forma inédita no país, a 1ª Conferência Cyber Security Brazil – Energy | Oil & Gas.
“Este projeto será de fundamental importância para que o setor energético brasileiro, seja em se tratando de energia elétrica ou de exploração, produção e distribuição de petróleo e gás natural, possa discutir e se preparar contra a crescente ameaça à segurança cibernética, em especial pela relevância das atividades que estas empresas prestam para o país”, afirma Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe Segurança da Informação, empresa parceira do evento.
A evolução tecnológica destes setores, cada vez mais informatizados e conectados por sistemas modernos de telecomunicação, acaba trabalhando como uma faca de dois gumes no que se refere à segurança cibernética destas instalações. “Estas inovações, que vem para ajudar e facilitar o dia a dia destas empresas, acabam por outro lado abrindo diversas portas de entrada para invasores, ciberterroristas e espiões. Isso eleva a necessidade de protocolos de segurança e redundâncias necessárias nestas instalações, que seguem rigorosas regras de governança em TI”, continua Marcelo Branquinho.
“O Evento Cyber Security Brazil objetiva, exatamente em função disso, discutir de forma executiva o momento atual do segmento e os principais desafios para medidas de segurança cibernética deste mercado, garantindo a segurança das redes de TI e industriais, sistemas SCADA, comunicações e patrimônio das infraestruturas críticas do setor energético brasileiro”, reafirma André da Blue Ocean.