A revolução digital não tem fronteiras. Para quem pensa que o trabalho no campo é majoritariamente manual, saiba que inovação e tecnologia estão entregando muitos benefícios para o agronegócio e contribuindo para aumentar a eficiência, a produtividade e os resultados desse segmento.
São inúmeros os pontos positivos de um agronegócio mais tecnológico, tanto para a economia do país quanto para a população. Contudo, o ambiente digital também apresenta riscos. A falta de segurança cibernética no agronegócio, considerando a modernização do setor, pode impactar negativamente as operações produtivas não somente do negócio em si, mas de toda a cadeia de suprimentos.
A digitalização exige, portanto, medidas robustas de segurança cibernética para mitigar as vulnerabilidades, prevenindo riscos econômicos, ambientais e sociais que um ataque hacker pode causar.
Agro com recorde no PIB
O agronegócio representou 23,8% do Produto Interno Bruto do Brasil (PIB) em 2023 (R$ 2,58 trilhões). Os números oficiais de 2024 ainda não foram divulgados, mas estima-se que o segmento tenha fechado o ano com um faturamento aproximado de R$ 2,72 trilhões, aumento de 2% em relação a 2023.
Para 2025, a estimativa de crescimento é de até 5%, de acordo com a Confederação Nacional da Agropecuária (CNA). Tecnologias avançadas – inteligência artificial, IoT (Internet das Coisas), agricultura de precisão – e automação estarão cada vez mais presentes, contribuindo significativamente para ganhos de eficiência e produtividade.
Priorizar a segurança cibernética no agronegócio torna-se, portanto, tão importante para a sustentabilidade financeira do setor quanto os cuidados com plantio, colheita e rebanhos.
Entendendo o agronegócio na era digital
De acordo com o relatório Emerging Technologies Agro, elaborado pela MIT Technology Review em parceria com o Cubo Agro, as principais tendências tecnológicas do agronegócio são 5G, Internet das Coisas, Big Data, cloud computing, cibersegurança, georreferenciamento e cartografia digital.
Outra tendência que se destaca de forma estratégica é a inteligência artificial. Segundo relatório do Markets and Markets, o mercado de inteligência artificial na agricultura tem projeção de atingir US$ 4,7 bilhões até 2028.
Diante dos desafios atuais, como as mudanças climáticas, a necessidade de aumentar a produção de alimentos e a urgência por práticas sustentáveis, a IA é um recurso fundamental para garantir competitividade e sustentabilidade.
Aplicações da IA no agronegócio
O monitoramento, a captação e a análise complexa de grandes volumes de dados, por exemplo, só são possíveis graças à evolução da IA. Assim, a tecnologia contribui para aumentar a eficiência da produção, compreender fenômenos climáticos e ajudar na tomada de decisões mais precisas. Drones são um exemplo de dispositivo que atua na coleta de dados das lavouras e rebanhos.
A agricultura de precisão é outro recurso que possibilita o gerenciamento dos cultivos de forma localizada. Desse modo, auxilia na otimização dos recursos de sistemas de irrigação, fertilização, no trabalho das máquinas agrícolas, entre outros, reduzindo custos e aumentando a precisão das atividades.
A IA ajuda ainda na análise de imagens digitais, extraindo insights e ajudando na detecção de doenças e pragas e na estimativa de safra.
Tudo isso em sinergia com a tecnologia 5G e a computação em nuvem, que com o apoio de sensores e sistemas conectados podem fornecer dados em tempo real e suportar a tomada ágil e assertiva de decisão.
Porém, as possibilidades da inteligência artificial, ao mesmo tempo que trazem inúmeras vantagens, geram preocupações. Uma pesquisa realizada pela PwC Agtech Innovation com executivos do setor em todo o mundo demonstrou apreensão em relação aos riscos da IA para o agronegócio.
O principal ponto de atenção, indicado por 80% pesquisados, foi a segurança cibernética, sendo considerada o maior desafio para produtores aplicarem sistemas de inteligência artificial (IA) em seus negócios. Preocupação legítima, já que quanto mais tecnológico for o setor, maiores as chances de invasões cibernéticas.
O conhecimento dessa vulnerabilidade não deve, portanto, ser uma barreira para a modernização do agronegócio, mas sim um impulso para a implementação de práticas de segurança cibernética avançadas.
Riscos da digitalização
Tecnologia e conectividade tornam as operações do agronegócio mais suscetíveis a ataques cibernéticos, cujos impactos podem causar grandes prejuízos.
Em 2021, um ataque por ransomware custou à JBS (fábricas norte-americanas) US$ 11 milhões em bitcoins. O pagamento foi feito para resgatar e evitar o vazamento dos dados.
Além do fator financeiro, um ciberataque pode desencadear:
- Interrupção na cadeia de suprimentos, desde recebimento de insumos até a logística de distribuição da produção;
- Paralisação das operações, sejam elas com máquinas agrícolas, sistemas de irrigação, fertilização ou vulnerabilidades em dispositivos de IoT;
- Perda ou violação de dados, comprometendo histórico de informações, tomada de decisão, produtividade e até mesmo a qualidade dos produtos.
No caso da JBS, a invasão ocorreu em um dos feriados mais importantes dos Estados Unidos, o Memorial Day, desencadeando um efeito dominó no setor. Os preços da carne no atacado subiram e os distribuidores de alimentos precisaram encontrar novos fornecedores.
Para garantir a continuidade das operações, prevenindo riscos e prejuízos e mantendo a integridade de dados e sistemas, é preciso fazer da segurança cibernética no agronegócio um dos pilares principais.
Implementar ferramentas e medidas de cibersegurança, realizar o monitoramento contínuo nas redes e capacitar os colaboradores quanto às boas práticas são algumas das iniciativas que ajudam a proteger o ambiente digital contra os cibercriminosos.
Segurança cibernética: um pilar essencial para o futuro do agronegócio.
A digitalização impulsiona a produtividade e inovação no agro, mas também amplia os riscos cibernéticos. Para garantir operações seguras e evitar ataques que comprometam toda a cadeia produtiva, é essencial adotar estratégias robustas de cibersegurança. A TI Safe protege infraestruturas críticas com soluções avançadas para um agronegócio mais seguro e resiliente. Fale com nossos especialistas e fortaleça sua segurança digital.