Conheça detalhes sobre essa ameaça que pode levar à perda de reputação, intermináveis obrigações legais e até mesmo à falência.
Os ataques do tipo ransomware, que sequestram arquivos ou acesso a sistemas e exigem um valor exorbitante de resgate para devolver os dados ou o acesso, é o terceiro método de ataque mais usado no mundo, de acordo com o relatório de Investigações de Violações de Dados de 2025, da Verizon.
O mais recente relatório Digital Defense, da Microsoft, que compreende dados coletados de julho de 2024 a junho de 2025, trouxe dados ainda mais impressionantes: 52% dos ataques cibernéticos com motivos conhecidos no mundo (no período da pesquisa) foram realizados por extorsão ou ransomware.
Não há dúvidas: esse tipo de malware está entre as maiores ameaças cibernéticas da atualidade, especialmente por conta das consequências de um incidente dessa natureza. Dados do boletim da ISH Tecnologia, que divulga informações coletadas de sites onde os vazamentos são anunciados, apontaram um aumento de 25% em ataques do tipo ransomware no Brasil somente no primeiro semestre de 2025.
O avanço da inteligência artificial tem acelerado ainda mais o desenvolvimento dessas atividades maliciosas e contribuído para aumentar a sua eficiência. Mas o que torna os ataques por ransomware tão preocupantes, especialmente para as empresas? Por que as organizações precisam fortalecer suas defesas cibernéticas para evitar esse tipo de ameaça? Vamos explicar tudo o que você precisa saber sobre ransomware e o perigo que ele representa.
O que é e como funciona um ataque por ransomware
Esse tipo de incidente é impulsionado por ganhos financeiros. Os cibercriminosos usam os ataques por ransomware para infectar, acessar e alterar credenciais, bloqueando o acesso a dados e sistemas – e, muitas vezes, criptografando os arquivos. Após terem sucesso nessa etapa, as informações são mantidas como “reféns”.
O próximo passo é um pedido de resgate, que normalmente envolve grandes quantias, e é exigido para que seja feita a liberação dos dados ou do acesso. E é nesse ponto que surge outro agravante do ransomware: mesmo que o pagamento seja feito, não há garantia de que os dados serão recuperados.
As organizações mais vulneráveis a ataques de ransomware são aquelas que contêm dados confidenciais ou sensíveis, como informações pessoais, financeiras e de propriedade intelectual.
Como eles acontecem
Normalmente, o roteiro de um ataque de ransomware é sempre o mesmo: acesso inicial, reconhecimento silencioso, avanço lateral e criptografia. O ciclo médio é de 30 dias até o malware aparecer – quando já é tarde demais para que algo possa ser feito pelos sistemas de defesa.
Os cibercriminosos costumam usar algumas técnicas para instalar o arquivo malicioso e dar início à jornada do ransomware. Entre os principais vetores de entrada, estão:
- Phishing e engenharia social, quando hackers induzem colaboradores a abrir anexos maliciosos em mensagens ou clicar em links comprometidos.
- Downloads de softwares ou arquivos infectados, especialmente quando baixados de fontes não confiáveis, podendo conter um ransomware oculto.
- Sistemas desatualizados, com vulnerabilidades não corrigidas.
- Dispositivos e redes sem sistemas de proteção adequados, tornando-se alvos mais fáceis de ataques.
- Uso de credenciais roubadas, obtidas por vazamento de dados ou ataques de força bruta.
Perigos e consequências do ransomware
Quando uma organização é atingida por um ataque de ransomware, as consequências podem ser devastadoras, incluindo perda de dados e financeiras significativas, além do risco de paralisação de operações. Sem contar nos custos com recuperação e investigação pós-incidente.
Contudo, há casos em que os ataques envolvem, além do roubo das informações, o vazamento de dados confidenciais, se caracterizando por uma extorsão dupla, ou ainda o uso desses dados para atacar clientes e parceiros – em casos conhecidos como extorsão tripla.
Um artigo baseado em dados da Verizon, IBM e Sophos, que analisou mais de 230 ataques por ransomware no Brasil, mostrou que o custo médio por violação é de R$ 2,3 milhões. Mais de 65% das empresas pagaram o resgate, mas pouco mais de 30% recuperaram seus dados após o pagamento.
O tempo médio para retomada das operações nos incidentes avaliados foi de mais de 5 meses. Cerca de 20% das organizações não resistiram e decretaram falência.
Como evitar e se proteger de um ataque de ransomware?
É fundamental contar com ferramentas de segurança, recursos de controle preventivos e sistemas de detecção e resposta modernos e robustos para ter alguma chance com os ataques por ransomware. Uma combinação de tecnologias e educação é a melhor arma contra essas ameaças.
Entre os controles, podemos citar segmentação de rede, correção de vulnerabilidades em tempo mínimo, tecnologias e práticas para Gerenciamento de Acesso Privilegiado (PAM) e Gerenciamento de Sessão Privilegiada (PSM) e backups.
Já entre as ferramentas para detecção e resposta, antivírus e firewalls ativos são exemplos de soluções que ajudam a bloquear a maioria das ameaças antes que cause danos, mas vale avaliar uma solução completa, que contemple ferramentas de EDR (detecção e resposta de endpoint) e XDR (detecção e resposta estendida), sistemas SIEM, threat hunting contínuo, além de planos de resposta e simulações testados periodicamente.
Outras iniciativas importantes contemplam manter os sistemas e programas sempre atualizados, reduzindo a chance de exploração de falhas, e realizar backups regularmente, salvando cópias de segurança em locais seguros e desconectados da rede.
Treinamentos para os usuários também devem estar no topo da lista de prioridades e estratégias de segurança cibernética. Um time bem orientado sabe que jamais deverá abrir anexos ou clicar em links estranhos ou suspeitos – qualquer e-mail inesperado deve ter sua verificação de autenticidade antes de qualquer interação.
O ransomware já deixou de ser um problema da área de tecnologia para se transformar em impacto nos negócios. Um ataque bem-sucedido pode levar à perda de reputação, intermináveis obrigações legais e até mesmo à falência.
É preciso destacar que a verdadeira resiliência vai além da proteção técnica, mas envolve o conjunto de ações que ajudarão a elevar a maturidade cibernética das organizações. A TI Safe é reconhecida por promover uma cultura de segurança robusta e por sua capacidade de antecipar e neutralizar ameaças de maneira eficaz.
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