O elemento humano continua sendo um dos principais fatores de risco quando o assunto é segurança cibernética. Foi o que evidenciou o relatório de Investigações de Violações de Dados (DBIR) 2025, da Verizon: cerca de 60% das violações envolvem phishing, engenharia social, erros humanos ou uso de credenciais inseguras.
Estamos falando de velhas e conhecidas técnicas de ataque cibernético, mas que continuam muito efetivas – graças à sofisticação e à alta personalização proporcionada pela inteligência artificial. A pesquisa da Verizon – que analisou mais de 22 mil incidentes reais de cibersegurança -, assim como outros estudos na área, reforça a tese de que a porta de entrada para ataques cibernéticos é primordialmente humana, destacando a importância da implementação de uma cultura de cibersegurança nas organizações.
Nesse sentido, construir uma cultura organizacional voltada para a cibersegurança significa integrar treinamentos, políticas, conscientização e responsabilidade em todos os níveis da empresa.
A cultura de cibersegurança deve começar pelas pessoas
Embora o investimento em soluções técnicas de proteção e controle, como firewalls, antivírus, criptografia e backups seja essencial para as organizações manterem seus ambientes virtuais e infraestruturas seguros, um dos principais fatores de risco ainda é humano. Dados como os do relatório da Verizon e de outros estudos recentes mostram que a maior parte das violações de segurança tem origem em erros ou comportamentos inseguros de colaboradores.
A falta de conhecimento, consciência e treinamento em relação aos riscos e às práticas seguras significam brechas que podem comprometer toda a rede de uma empresa, até mesmo quando há bons controles técnicos em operação.
Essas brechas vêm de ações simples, mas cruciais para a segurança cibernética: senhas fracas, cliques em links suspeitos, compartilhamento de informações de forma indevida e uso inadequado de dispositivos, por exemplo.
Por isso, desenvolver uma cultura de cibersegurança robusta é algo estratégico e deve ser tratado como um valor fundamental. Práticas seguras devem ser incorporadas nas rotinas, comportamentos e responsabilidades de cada colaborador, forjando e sensibilizando a cultura de proteção continuamente.
Implementando uma cultura de cibersegurança
Alguns pilares são fundamentais para colocar em prática o processo de implementação de uma cultura de cibersegurança.
Para começar, toda empresa precisa contar com políticas de segurança da informação definidas e acessíveis, padronizando comportamentos e sendo conhecidas por todos – da diretoria ao estagiário. Elas devem orientar práticas como criação e troca de senhas, uso de dispositivos e softwares, acesso a dados sensíveis, backups, autorização de acessos e regras de compartilhamento.
Outra iniciativa imprescindível é implementar um programa de treinamentos de cibersegurança regular e bem estruturado. Pesquisas apontam que empresas que realizam treinamentos frequentes de conscientização sobre segurança cibernética reduzem em até 50% o número de incidentes.
O programa deve conter, além de aulas técnicas, abordagens práticas, como phishing, engenharia social, boas práticas para criação de senhas, postura digital, responsabilidades individuais e coletivas. Simulações de ataques – como phishing fictício – também ajudam colaboradores a exercitarem a detecção e a resposta a ameaças reais, tornando o aprendizado mais concreto e eficaz.
Vale destacar que a aplicação de treinamentos e campanhas de conscientização deve ser constante. As ameaças cibernéticas evoluem com rapidez, e sem reciclagem, os conhecimentos se tornam rapidamente obsoletos. A repetição e a atualização das capacitações com exemplos de violações atuais mantêm a equipe em alerta.
Para finalizar, o engajamento e compartilhamento da cultura de cibersegurança deve partir de todas as áreas e níveis hierárquicos, afinal, todos os setores e cargos lidam com dados sensíveis e devem estar alinhados às práticas de segurança.
A cibersegurança deve ser parte do DNA da empresa e todos os colaboradores precisam sentir e entender que têm um papel ativo na proteção das informações e infraestruturas corporativas.
Benefícios do investimento na cultura de cibersegurança
Considerando que a maior parte dos incidentes cibernéticos têm origem no fator humano, quando as pessoas estiverem preparadas e capacitadas para as armadilhas do mundo virtual, o resultado principal é um só: redução no número de violações. De acordo com o relatório State of the Phish, publicado pela empresa Proofpoint, organizações com programas regulares de treinamento relatam até 80% menos ataques de phishing bem-sucedidos.
Um menor número de ataques cibernéticos traz consigo outros benefícios, como redução de custos e prejuízos – com vazamentos, paralisações, perdas de dados, multas e impactos reputacionais – e conformidade regulatória, uma vez que treinamentos e políticas de cibersegurança ajudam a atender exigências legais de proteção de dados.
Garantir uma cultura de responsabilidade e confiança promove uma equipe consciente e que adota boas práticas de forma espontânea e sustentável, fortalecendo a segurança no dia a dia, aumentando a maturidade cibernética e criando um ambiente mais resiliente.
Em um mundo cada vez mais digital e interconectado, a proteção da informação e das infraestruturas das organizações deve ser uma questão estratégica e coletiva. A TI Safe atua há quase 20 anos oferecendo soluções em segurança cibernética e defende o fortalecimento de três pilares para proteção dos ambientes virtuais: pessoas, processos e tecnologias. Desta forma, ajuda centenas de empresas de todo o Brasil a promoverem uma cultura de cibersegurança robusta, fortalecendo a resiliência e melhorando a continuidade das operações.