Ataques de phishing estão entre os crimes cibernéticos mais recorrentes no Brasil, principalmente em épocas de maior movimentação no varejo, como Natal e Black Friday, quando os consumidores estão ainda mais suscetíveis a acessarem os links que viabilizam a infiltração de ransomwares.
No entanto, à medida que as aplicações baseadas em inteligência artificial avançam, os cibercrimes também evoluem, tornando-se mais sofisticados e difíceis de detectar. O chamado phishing 2.0 utiliza mensagens criadas com base em IA, oferecendo um nível superior de personalização e convencimento, o que aumenta significativamente sua eficácia em enganar as vítimas com textos via SMS, WhatsApp, e-mail marketing, entre outros canais.
Como a IA impulsiona os ataques de phishing 2.0
1. Comunicação
Ataques de phishing são, essencialmente, baseados em engenharia social, ou seja, contam com erro humano, histórias falsas e táticas de pressão para manipular as vítimas para que elas mesmas ou suas organizações sejam prejudicadas. Assim, considerando a capacidade da IA de analisar grandes quantidades de dados, aprender novos padrões de linguagens e reproduzir a lógica do cérebro humano, as mensagens enviadas conseguem ser mais realistas, com tons e estilos específicos de comunicação – o que torna a detecção muito mais difícil.
2. Spear phishing
É um tipo de ataque que visa enganar indivíduos ou organizações específicas para que divulguem informações confidenciais, baixem malwares ou enviem pagamentos. Mais sofisticado que o phishing convencional, que envia textos genéricos, no spear phishing os cibercriminosos encaminham mensagens personalizadas. Com a IA, esse tipo de ação se torna ainda mais perigosa, uma vez que a tecnologia é utilizada para auxiliar os invasores a investigar seus alvos com riqueza de detalhes.
3. Ataques em massa
A inteligência artificial pode automatizar diversos aspectos do phishing, permitindo que as tentativas de invasão sejam realizadas rapidamente, para diversos indivíduos ou organizações, de forma simultânea. Se um usuário clica em um link, mas não insere informações, a IA pode enviar um e-mail de acompanhamento. Essa persistência aumenta a probabilidade de sucesso do golpe.
4. Utilização de deepfakes
Além das mensagens de texto, a tecnologia conhecida como ‘deepfakes’ permite a criação de vídeos e áudios falsos de alta qualidade para a transmissão de mensagens em ataques de phishing via e-mail, sites, redes sociais ou WhatsApp. Dessa forma, os cibercriminosos podem, por exemplo, criar um vídeo/áudio de um CEO pedindo informações confidenciais, tornando o phishing ainda mais convincente.
5. Whales phishing
Os ‘whalings’ são modelos de ataque sofisticados que podem ser altamente prejudiciais para a segurança corporativa. Esse tipo de phishing visa executivos de alto nível em uma organização, em busca de obter informações sensíveis ou autorizar pagamentos a cibercriminosos. Nesses casos, é comum que os hackers se passem por pessoas ou organizações de confiança, como órgãos de justiça, com intimações ou notificações internas da empresa.
Como organizações e indústrias podem se proteger contra o phishing 2.0
Diante da sofisticação crescente dos ataques de phishing impulsionados por inteligência artificial, é essencial que empresas adotem uma abordagem proativa para fortalecer sua segurança cibernética. Entre as principais estratégias estão:
- Educação dos colaboradores, que devem passar por treinamentos regulares e simulações para identificarem os sinais de phishing;
- Monitoramento contínuo, utilizando ferramentas de segurança que analisam comportamentos incomuns em e-mails e sistemas;
- Atualização de sistemas como softwares, antivírus e firewalls, com foco em evitar vulnerabilidades que possam ser exploradas por cibercriminosos;
- Implementação de camadas extras de proteção, como a autenticação em múltiplos fatores (MFA), capazes de resguardar as informações mesmo se as credenciais de login forem comprometidas.
O phishing 2.0 é uma das principais ameaças à segurança cibernética devido à sua capacidade de causar danos significativos às empresas, pois os métodos tradicionais de detecção, por muitas vezes, são ineficazes contra ataques aprimorados por IA.
Assim, é fundamental fazer a revisão constante das políticas de segurança e adotar tecnologias avançadas capazes de identificar ameaças em tempo real. Conte com os especialistas da TI Safe para realizar auditorias completas, desenvolver soluções e executar programas de segurança cibernética industrial em operações 24/7, personalizados para as necessidades da companhia.