Saiba como proteger as instalações contra malwares que exploram as vulnerabilidades da conexão.
Defeitos no notebook, impressora inoperante, rede wi-fi sem sinal… Quem nunca passou por situações como essas? A vantagem é que, em casos assim, um técnico pode solucionar o problema rapidamente e, na maioria das vezes, o especialista não precisa nem mesmo comparecer ao local. O acesso remoto é uma prática comum nas empresas, permitindo a conexão entre dispositivos, independente de sua localização física.
Essa modalidade de conexão trouxe diversas facilidades tanto para usuários quanto para empresas, entre as principais estão a mobilidade e o trabalho à distância – como mencionado há pouco -, que além de permitir o acesso a arquivos e a realização de operações emergenciais, reduz os custos com infraestrutura e deslocamentos de profissionais.
O acesso remoto também permite o controle à distância de servidores, máquinas industriais e até dispositivos IoT, tais como carros autônomos, drones agrícolas, sistemas elétricos, entre outros gadgets, que podem ser acessados por meio de aplicativos, assistentes virtuais ou painéis de gerenciamento.
Mas, é preciso ressaltar que nem tudo são flores. O acesso remoto também potencializou os riscos no ambiente digital, uma vez que as conexões entre redes e dispositivos abrem espaço para que hackers mal-intencionados explorem as vulnerabilidades e executem ciberataques. Entre as principais ameaças estão:
- Vazamento de dados: conexões não criptografadas podem ser interceptadas por invasores e compartilhadas na dark web.
- Ransomwares: Um dispositivo infectado que se conecta à rede corporativa pode espalhar vírus e sequestrar dados.
- Ataques de força bruta: hackers podem tentar adivinhar as credenciais e acessar as informações do sistema remotamente.
- Phishing: usuários credenciados podem ser enganados por e-mails ou mensagens com links falsos e compartilhar os dados de acesso com cibercriminosos.
Trojan de acesso remoto
O Trojan de acesso remoto (RATs) é um dos maiores perigos dos sistemas digitais que possibilitam esse tipo de conexão. Com o malware instalado no dispositivo, o atacante tem total controle sobre o computador da vítima em qualquer lugar do mundo.
Uma vez que o hacker obtém o acesso, ele pode usar a máquina infectada para diversos fins ilegais, como coletar credenciais do teclado ou da área de transferência, instalar ou remover um software e até roubar arquivos e senhas de uma empresa, por exemplo.
Ataque à Travelex
Um dos ciberataques mais impactantes via redes de acesso remoto aconteceu em 31 de dezembro de 2019, véspera de ano novo, quando hackers paralisaram os sistemas da Travelex – casa de câmbio que opera em diversos países, incluindo o Brasil. Os cibercriminosos se aproveitaram de falhas em servidores VPNs desatualizados, que estavam acessíveis remotamente sem os patches de segurança necessários, para realizar um ataque de ransomware.
Na época, a companhia ficou offline por quase um mês, afetando operações em bancos como Barclays, Lloyds e HSBC, que usavam os serviços da casa de câmbio para conversão de moeda. Para restaurar os arquivos, os hackers exigiram um resgate de US$ 6 milhões. Com os prejuízos milionários gerados pelo ataque, em agosto de 2020 a Travelex entrou com um pedido de administração judicial no Reino Unido – semelhante ao processo de recuperação judicial, no Brasil.
Como mitigar os riscos de ataques via acessos remotos
Com a conectividade entre redes e dispositivos, não há como anular completamente os riscos de ciberataques via acessos remotos. No entanto, há medidas capazes de reduzir ao máximo as vulnerabilidades e identificar comportamentos fora dos padrões mais rapidamente, impedindo que os atacantes acessem camadas mais profundas da infraestrutura e recuperando prontamente o controle dos sistemas, em caso de incidentes. Confira as principais precauções:
- Atualização de softwares: É essencial manter softwares e VPNs sempre atualizados com proteções avançadas contra ciberataques.
- Autenticação multifator (MFA): Processos de autenticação complexos colaboram para a proteção dos sistemas, evitando acessos não autorizados.
- Backups isolados: manter cópias desconectadas das redes é fundamental para a rápida recuperação das estruturas, considerando que, em um ataque, hackers costumam deletar os backups antes de criptografar os dados.
- Monitoramento de logs de acesso: O controle de logs de acesso permite o rastreamento detalhado das atividades realizadas no sistema, tais como endereço de IP, ações executadas, data e hora, tipos de dispositivos, localização, etc.
TI Safe Jump
Para maximizar a segurança dos acessos remotos às instalações de automação, a TI Safe desenvolveu o TI Safe Jump: uma solução robusta e adaptável a infraestruturas críticas, que garante uma conexão segura e eficiente para usuários remotos acessarem o centro de controle operacional. Com autenticação de dois fatores e protocolos avançados de criptografia, o TI Safe Jump protege a comunicação contra ameaças cibernéticas, assegurando confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados.
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