Tecnologia está entre os investimentos necessários para as organizações atingirem a real maturidade cibernética, mas somente isso não basta. É necessário um pacote integrado de soluções, que inclui processos, pessoas (colaboradores e lideranças) e cultura. Essa combinação, junto a controles técnicos, consegue proteger os negócios dos principais riscos e responder aos incidentes antes que eles causem danos graves.
As organizações estão internalizando cada vez mais essa realidade, de acordo com a Pesquisa Setorial sobre maturidade digital (FTI Consulting Inc. e Markets Innovation & Technology Institute). O levantamento identificou que, em uma escala de 0 a 100%, a maturidade em cibersegurança das empresas brasileiras é, em média, de 58% – um avanço em relação a 2024, quando o estudo indicou 53%.
Com esse índice, a chance de sucesso de um ataque hacker ficou em 43% – contra 50,65% constatados na pesquisa do ano passado.
Por que a tecnologia sozinha é falha
Ferramentas como firewall, EDR, SIEM, autenticação multifator, entre outras, funcionam bem quando estão alinhadas a processos documentados e fluxos operacionais, com os devidos responsáveis para acompanhamento, ajustes e atualizações – alertas não triados, regras não atualizadas, integrações não testadas precisam de donos, certo?
A adoção de controles técnicos também precisa considerar os ativos críticos e os objetivos do negócio para impactar na maturidade cibernética. Do contrário, podem ajudar, mas ficam fora do contexto organizacional e geram, além de altos custos, uma falsa sensação de segurança.
Outro fator fundamental é a capacitação do capital humano. Mesmo o melhor SOC, com as tecnologias mais modernas, fica vulnerável se as equipes internas não souberem identificar phishing, seguir playbooks ou tomar decisões durante crises.
Para finalizar, algo que parece subjetivo, mas que tem um impacto gigante no resultado final de maturidade cibernética – a cultura de cibersegurança. Quando a cibersegurança é vista apenas como uma responsabilidade do time de tecnologia da informação, políticas de segurança são ignoradas, o reporte de suspeitas ou incidentes é lento (ou inexistente) e a colaboração entre áreas não acontece.
Por onde começar
O primeiro passo para aumentar a maturidade cibernética – e integrar estrategicamente a cibersegurança no negócio – é desenvolver políticas bem definidas e multidisciplinares, com papéis estruturados e responsabilidades claras para monitoramento, resposta, mapeamento de riscos e capacitação das equipes.
Para caminhar rumo à maturidade cibernética plena, é preciso estruturar alguns pilares:
- Liderança e governança, com patrocínio dos executivos, metas e estruturas de governança que conectam risco cibernético à estratégia e ao compliance.
- Processos e operações organizados, cominventário de ativos e classificação de criticidade, gestão de mudanças que inclua validação de segurança, playbooks de detecção e resposta, exercícios de tabletop e planos de continuidade e recuperação.
- Pessoas e competências, com treinamentos técnicos e simulados contínuos e programas de sensibilização constantes para toda a empresa. Também é preciso contar com uma equipe técnica multidisciplinar, que atenda todas as lacunas de skills.
- Cultura e comunicação, com métricas de adesão (tempo médio de detecção, percentual de colaboradores que completam treinamentos, incentivo para reporte de incidentes) e disseminação de uma comunicação integrada, na qual negócio e segurança cibernética caminhem juntos.
E, claro, a tecnologia completa os pilares anteriores, sendo essencial para dar suporte a toda estrutura de segurança cibernética. Com as ferramentas certas, é possível garantir monitoramento, automatização e ampliação da capacidade operacional de proteção.
Como a TI Safe ajuda as empresas a aumentarem a maturidade cibernética
A TI Safe atua há quase 20 anos na oferta de soluções completas de governança, monitoramento e resposta a incidentes, garantindo conformidade com normas como IEC 62443, NIST e IoT Framework. Isso é possível por meio da ASCI (Assinatura de Segurança Cibernética de Infraestrutura), uma solução completa que integra pessoas, processos e tecnologias para proteger infraestruturas críticas contra ataques no ambiente digital desde o primeiro dia de contrato. A ASCI reúne mais de uma dezena de componentes — como monitoramento 24/7 pelos CPS-SOCs, treinamento, governança, proteção de rede, controle de malware e inteligência artificial — para prevenir, detectar, responder e mitigar ameaças de forma contínua e alinhada às melhores práticas e normas internacionais.
A Assinatura de Segurança Cibernética Industrial não só fortalece a defesa técnica das organizações, como também ajuda a reduzir riscos, garantir continuidade de negócios e manter conformidade regulatória, oferecendo uma proteção estratégica e escalável. Entre em contato com o time de especialistas da TI Safe para conhecer melhor as soluções que irão contribuir para aumentar a maturidade cibernética de suas infraestruturas.