IA faz surgir uma nova era de fraudes online, desafiando as defesas tradicionais e exigindo medidas diferenciadas.
Imagine criminosos cibernéticos usando a inteligência artificial para criar malwares sob medida, com potencial para driblar os mais avançados mecanismos de segurança. De acordo com especialistas, esse cenário é real. E está avançando.
A inteligência artificial eleva o potencial de fraudes cibernéticas, aumentando a sofisticação dos ataques e os riscos que podem causar a sistemas, redes, operações e infraestruturas. Uma verdadeira arma nas mãos de pessoas erradas.
De acordo com a Gartner, a alta de ataques cibernéticos que utilizam IA no mundo em 2024, em comparação a 2023, foi de 11%. Na América Latina, o percentual de aumento foi muito maior: 72%. A Gartner também prevê que, em 2027, 17% dos crimes cibernéticos serão realizados por ferramentas de IA.
Como a IA funciona
As tecnologias de inteligência artificial processam grandes volumes de dados para gerar insights, ações ou criar ferramentas. O que não é muito difícil de conseguir na era digital, já que cada vez mais informações sobre pessoas e empresas estão armazenadas em ambientes virtuais.
De posse dos dados que precisa, algoritmos complexos fazem milhões de análises e tomam decisões (ou indicam alternativas) baseadas em padrões e/ou vulnerabilidades. Com isso, podem alterar sistemas existentes ou constituir novos programas.
Quando a inteligência artificial está nas mãos de hackers, o objetivo é um só: cometer crimes cibernéticos. Entre eles, se infiltrar em redes e sistemas de forma rápida e imperceptível – pelo menos não a tempo de os sistemas de defesa conseguirem reagir.
Prejuízos causados
Softwares maliciosos inteligentes são capazes de executar ataques em ritmo acelerado e, com conhecimento prévio das vulnerabilidades existentes, os estragos podem ser enormes.
Ao alterar algoritmos com más intenções, cibercriminosos criam ataques precisos, sofisticados e indetectáveis, envenenando dados, imitando sistemas confiáveis ou ficando “adormecidos”, aguardando o momento de maior vulnerabilidade para atacar e maximizar os impactos.
As consequências podem ser devastadoras, como:
- Roubar dados sensíveis e informações confidenciais, comprometendo a segurança e a privacidade dos cidadãos.
- Realizar ataques de ransomware mais eficazes, criptografando dados críticos e exigindo altas quantias para o resgate.
- Interromper serviços essenciais, desativando ou danificando sistemas e operações de infraestruturas críticas, fundamentais para o dia a dia de pessoas e empresas (como energia elétrica, água e telecomunicações).
- Manipular informações, alterando dados em sistemas de empresas públicas e privadas com objetivo de beneficiar alguém ou um grupo.
- Aplicar deepfake, criando conteúdos falsos (mas que parecem legítimos) para cometer crimes. Um estudo da divisão Deepmind, do Google, divulgado em 2024, descobriu que as deepfakes representam 27% dos casos de uso criminoso de IA, superando a aplicação em ataques cibernéticos.
O avanço da tecnologia e da própria inteligência artificial permite a constante evolução das ferramentas de detecção e proteção contra as ameaças cibernéticas. Mas elas não são a única forma de garantir segurança. É preciso:
- Monitoramento contínuo, identificando novas vulnerabilidades e criando controles para os riscos identificados.
- Manter a higiene da segurança cibernética em dia, atualizando softwares, gerenciando senhas e acessos, entre outros.
- Implementar políticas de segurança abrangentes e robustas.
- Capacitar as equipes, preparando os usuários para uma utilização segura das tecnologias.
Proteja-se contra as ameaças do futuro hoje mesmo.
A inteligência artificial pode ser uma ferramenta poderosa, mas, nas mãos erradas, representa um grande risco. Na TI Safe, ajudamos empresas a enfrentar esses desafios com soluções completas de cibersegurança para infraestruturas críticas. Quer saber como manter suas operações protegidas?
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