Mike Plante, da Nozomi Netwoks, abriu sua apresentação no palco da CLASS 2024 trazendo um pouco do institucional da companhia e contou dos desafios que os fundadores enfrentavam há 10 anos, quando foi lançada. “Era um mercado louco, os clientes precisavam de ajuda para entender o que existia nos próprios sistemas operacionais deles”. De acordo com o executivo, naquela época a missão da Nozomi já era implementar segurança cibernética em sistemas de TO. “Trilhamos um longo caminho desde então”.

Ele destacou alguns cyber incidentes históricos em sistemas operacionais no mundo para mostrar que o potencial dos ataques ao longo do tempo também cresceu bastante.
- Conficker, surgido em 2008, e ainda hoje é detectado centenas de milhares de vezes a cada ano, com impactos na indústria, no governos e em sistemas operacionais de saúde. “É um problema conhecido, assim como seus impactos também são”, ressaltou o executivo. Como mitigar? Pelo gerenciamento de vulnerabilidades.
- Black Energy, surgido em 2015, teve como foco a rede elétrica da Ucrânia e deixou mais de 220 mil pessoas sem energia por até seis horas. Como mitigar? Manter atualizada a inteligência contra ameaças.
- Notpetya, de 2017, foi o ‘telebot’ responsável pelo maior prejuízo decorrente de um ataque cibernético em TO até hoje, com cerca de US$ 10 bilhões em perdas financeiras, derrubou o sistema operacional da gigante global de logística Maersk. Atuou pela execução de código de acesso remoto e sequestro de senhas armazenadas na memória RAM. Como mitigar? Monitoramento contínuo de ativos e endpoints.
- Incontroller, um pacote de malware personalizado para acesso completo a sistemas ICS e SCADA, ainda causa impactos no mundo ao combinar ferramentas de ataque.
O ponto de vista positivo e experiente de Plante chamou a atenção da plateia para o fato de que a segurança cibernética tem se beneficiado de um amadurecimento das soluções ofertadas, lembrando que os laboratórios de pesquisa da Nozomi trabalham, entre outras coisas, para detectar novas ameaças. Ainda como um ganho para o setor, há a tendência regulatória. “Isso tem acontecido no mundo inteiro”, disse.
O executivo não deixou de citar alguns grandes desafios do mercado, entre eles a necessidade de maior engajamento dos boards de diretores das companhias com o tema, a falta de profissionais com habilidades e experiência ligadas à segurança cibernética e a necessidade de direcionar a mentalidade das empresas para o pré-incidente, ou seja, para que não pensem em se prevenir de ataques somente após uma ocorrência. “Promover a cybersecurity de TO, IoT e ICS é, hoje, uma cyber missão!”, finalizou.