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Cibercrime na pandemia: hackers usam a COVID-19 como chamariz para e-mails, sites e aplicativos falsos

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Quarta, 22 Abril 2020 21:23

Isolamento social provoca aumento nas invasões hackers, que crescem 148% em um mês.

 celular com fundo roxo mensagem de Covid19

Como diz o ditado brasileiro é a oportunidade que faz o ladrão. Não tem nada mais aplicável aos dias atuais. Além da iminência do colapso na rede pública de saúde e da quebra das economias em todo mundo, o novo coronavírus também trouxe a reboque o crescimento das invasões cibernéticas. Em 16 de março, alguns estados brasileiros começaram, assim como já ocorria no resto do mundo, a implementar medidas de distanciamento social e a principal delas foi a adoção massiva do teletrabalho. A partir daí, com todos os dados dispersos em máquinas domésticas e com diferentes configurações, além de dispositivos da empresa conectados remotamente, ficou muito mais difícil para as equipes de segurança corporativa protegerem suas informações.

Segundo o site Olhar Digital, no período de um mês foi registrado aumento de 148% de ataques hackers contra empresas de todo mundo. No Brasil, por exemplo, muitas pessoas que precisaram realizar o cadastramento na plataforma que possibilita o recebimento do auxílio emergencial de R$ 600,00 caíram em golpes. Bandidos especializados em crimes cibernéticos desenvolveram aplicativos que obrigam os usuários com direito ao benefício a fornecer dados pessoais e bancários. Segundo levantamento do dfndr lab, 6,7 milhões de pessoas já foram vítimas do golpe com link falso para realizar o cadastramento para o auxílio emergencial desde o mês de março.

Para Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, o cenário é de tempestade perfeita para a proliferação dos ataques cibernéticos. “Houve um número muito grande de empresas e indústrias que rapidamente tiveram que colocar as equipes para trabalhar em casa e muitas delas não tinham equipamentos adequados ou mesmo sistemas eficientes de segurança de rede para acesso remoto. Os cibercriminosos se aproveitaram da crise do coronavírus para espalhar malware e notícias falsas, interromper operações, e ganhar dinheiro com isto”, conta Marcelo.

Reportagem da revista CIO aponta seis vetores de ameaça utilizados pelos hackers para contaminar as máquinas usando a própria pandemia como chamariz:

 - E-mails de phishing com assuntos relacionados ao coronavírus;

 - Aplicativos maliciosos também relacionados a pandemia;

 - Uso de domínios inválidos com o falso objetivo de divulgar dados sobre a doença, mas que na verdade são armadilhas;

 - Falta de sistemas de segurança nos equipamentos e softwares usados na ponta (máquina particular do usuário) para o acesso remoto;

 - Vulnerabilidades em fornecedores e parceiros;

 - Oportunismo para contaminar sites de organizações de saúde que estão sendo mais acessadas.

Na avaliação de Marcelo Branquinho a segurança deve a prioridade máxima na realização do teletrabalho.

Lido 539 vezes Última modificação em Sexta, 24 Abril 2020 21:15

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