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Fim do suporte ao Windows 7 traz impactos estruturais para toda a indústria

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Quinta, 06 Fevereiro 2020 17:31

Só no Brasil, 66 milhões de computadores deixaram de ter assistência técnica.

windows7 para usar no blog Fonte: Net Market Share

O Windows 7 morreu. É isso mesmo. Desde de janeiro deste ano, quando a Microsoft anunciou que ia descontinuar o suporte, 37% dos PCs (cerca de 66 milhões de máquinas) no Brasil ficaram desprotegidos e sem nenhuma alternativa oferecida pela fabricante. A situação não atinge somente o Brasil: segundo o site Net Market Share, a versão 7 do Windows é, no mundo, o sistema operacional de 26,6% dos computadores, atrás somente da versão 10 (o Windows 8.1 roda em 3,6% dos dispositivos). 

As atualizações de software do Windows Update, que ajudavam a proteger os computadores, também não estão mais disponíveis para o produto. A recomendação no site da Microsoft é que todos deveriam ter migrado para a versão 10.

Thiago Branquinho, CTO da TI Safe, avalia que é praticamente impossível migrar as versões das máquinas das redes de automação em plantas industriais ou nas companhias elétricas, saneamento e gás (Utilities) onde controladores lógicos programáveis (PLCs), sensores, atuadores, entre outros equipamentos de conexão, são controlados por máquinas com sistemas supervisórios que ainda rodam em Windows 7. “Geralmente, as companhias utilizam equipamentos de grandes players do mercado de automação, o que exige altos investimentos na aquisição.  Para alterar o sistema operacional será necessário implantar sistemas supervisórios compatíveis e recertificá-los junto aos fabricantes, o que necessitaria um aporte financeiro alto e, pior, não planejado pelas empresas”, detalha Thiago.

Contudo, para o CTO da TI Safe, é também extremante perigoso deixar de ter suporte técnico para o Windows 7. Isto porque, como explica: “se houver algum tipo de invasão cibernética por meio do sistema operacional e ele não estiver atualizado e , devidamente, protegido, qualquer vírus simples pode causar estragos e a contaminação pode se espalhar por todas as máquinas que estiverem interligadas”. A única saída, na opinião dele, é utilizar medidas protetivas com controles complementares que englobem sistemas de monitoramento baseados em comportamento e as chamadas Whitelisting, uma espécie de pré-aprovação de softwares considerados inofensivos. “O sistema fica isolado e qualquer atividade ou ação não usual é imediatamente detectada e mitigada. Com isso, se houver uma tentativa de invasão por vírus é possível interromper o fluxo e evitar a transmissão para os demais equipamentos,” assegura o CTO.

Lido 1886 vezes Última modificação em Quinta, 13 Fevereiro 2020 16:34

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