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Proteção cibernética, uma questão de soberania nacional

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Quarta, 20 Março 2019 09:54

Blecaute de energia elétrica recente na Venezuela coloca em xeque a necessidade de proteger os sistemas elétricos interligados

Venezuela

 

Não há dados oficiais sobre invasões hacker no Sistema Elétrico brasileiro. Contudo, há muito tempo as autoridades estão atentas aos riscos. O comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro colocou em prática, no fim do ano passado, o exercício simulado denominado “Guardião Cibernético”, em que governo brasileiro e empresas privadas realizam treinamento preventivo contra os ataques cibernéticos. Segundo especialistas do setor, apesar de ser uma medida protetiva importante, não deve ser a única.
Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, alerta para a fragilidade e riscos do sistema elétrico brasileiro e faz um paralelo com o apagão na Venezuela, que a assim como o Brasil é um sistema interligado de geração, transmissão e distribuição. “O apagão ocorreu após uma falha na usina hidrelétrica de Guri, no estado venezuelano de Bolívar, responsável por 70% do fornecimento elétrico do país. O governo de Nicolás Maduro acusou os Estados Unidos de terem provocado um ataque cibernético e essa possibilidade, efetivamente, não deve ser descartada”, destaca.
Na avaliação de Branquinho é preciso observar que a infraestrutura elétrica na Venezuela é antiga e não tem passado por atualizações de segurança e, por isto, é um alvo muito fácil para hackers. “O desligamento (intencional ou não) de uma subestação de um ramo principal pode comprometer boa parte do fornecimento de energia de todo o país. Este cenário possibilita que um ataque cibernético bem planejado possa realmente levar o país às trevas. Dependendo da arma cibernética usada pode ser muito difícil a recuperação dos sistemas atingidos, levando a cortes de energia por dias ou semanas”, detalha.
Portanto, para o executivo, o Brasil, que tem condições de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica bem parecidos com os da Venezuela, deve não apenas simular e treinar para sair rapidamente de uma crise energética, mas também estabelecer políticas públicas que, efetivamente, garantam a segurança nas empresas de missão crítica.

Lido 655 vezes Última modificação em Quinta, 25 Abril 2019 16:46

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