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Workshop CIGRE aprofunda a discussão sobre riscos cibernéticos no setor elétrico brasileiro

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Sexta, 07 Dezembro 2018 18:31

Evento abordou o tema da digitalização e como proteger o setor energético nacional

evento cigre

O Brasil é o sétimo país que mais gerou ataques cibernéticos no mundo no ano passado, segundo o Relatório de Ameaças à Segurança na Internet (ISTR, sigla em inglês).  Ainda que não tenham sido reportadas, oficialmente, invasões diretas no setor elétrico brasileiro, por ser um dos mais digitalizados, a segurança cibernética deve ser prioridade, na avaliação de especialistas do setor.

Marcelo Costa de Araújo, engenheiro da Eletronorte, e um dos coordenadores do workshop do Cigre em Brasília, explica que o setor elétrico vem rapidamente passando por um processo de digitalização, devido aos avanços nas áreas de TI, Telecom e Automação. “Isto traz grandes benefícios como melhor controle e conhecimento das redes elétricas, além de respostas mais ágeis para ocorrências no sistema. Contudo, a digitalização aumenta também o risco de ataques”, disse Araújo.

Em linha com essa abordagem, a palestra de Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, que aconteceu às 10h30, na quinta-feira, 06, intitulada “Os riscos da digitalização do setor energético nacional. Como estabelecer estratégias de segurança cibernética para minimizá-los?” apontou a vulnerabilidade dos sistemas brasileiros e mostrou exemplos de ataques ocorridos no mundo. Ele lembrou o caso da Ucrânia, onde ataques cibernéticos com o malware chamado “Black Energy” causaram apagões elétricos que cortaram durante horas parte do abastecimento de Kiev, capital do país. A energia foi retomada de forma relativamente rápida porque o sistema Ucraniano ainda era eletromecânico e possibilitava o religamento manual. “Mas e se fosse tudo digital, como nos Estados Unidos?”, questiona Branquinho, pontuando que com a digitalização, no futuro próximo, este retorno manual à operação não será mais possível. Em outra situação, na Alemanha, o Ransomware WannaCry afetou sistemas de trem. Há também exemplos de vírus que sequestram redes inteiras de automação para fazer mineração de criptomoedas. 

Branquinho ressaltou que os antivírus não são suficientes para garantir a segurança de redes de automação. Hoje em dia, na chamada “deep web”, máquinas virtuais estão disponíveis para testar novos vírus antes de seu lançamento, e assim driblar os programas de proteção. “Sem segurança cibernética, a digitalização pode se transformar num desastre. É um tiro no escuro”, concluiu o CEO da TI Safe, que tem viajado o Brasil fazendo análise de riscos em diversos clientes do setor de energia.

Lido 536 vezes Última modificação em Quinta, 13 Dezembro 2018 16:09

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