pten

CLASS encerra com palestras técnicas, tendências e alerta aos profissionais de automação

Avalie este item
(1 Voto)
Sexta, 01 Junho 2018 15:45

O último dia de conferência começou com um alerta de Márcio Santos, consultor técnico de factoring automation e responsável pelo time de segurança de digital factoring da Siemens no Brasil, para os profissionais de TA.

Para Santos, os problemas que impedem o desenvolvimento seguro da indústria 4.0 no país estão relacionados a questões culturais que envolvem as equipes de TI e TA. “São equipes diferentes que nunca precisaram ter uma integração. Na indústria 4.0 isso é impossível. A função principal da automação é fazer os equipamentos funcionarem e não proteger os sistemas. Então, equipes sem o conhecimento das regras necessárias de cybersecurity tendem a não utilizar os recursos existentes, porque essa não é sua prioridade, além disso, se eu não conheço, eu não uso. O que não significa que as funções de segurança não existam. As equipes de automação têm que quebrar essa barreira”.  Como solução aponta para o caminho do aprimoramento por meio de feiras, congressos e academias. “O caminho para o profissional de automação é conhecer outras disciplinas também. Se o profissional não se atualizar ele não estará apto a trabalhar em 2 e 3 anos”, ressalva.

Márcio Santos

Se por um lado a especialização de mão de obra é um problema, é uma oportunidade para quem está de olho no futuro, como apresentou a diretora da Darktrace, Mariana Pereira. A empresa britânica passou a valer US$ 1.5 bilhão em 5 anos de existência oferecendo o que chama de “sistema imunológico” para redes. Alimentada por inteligência artificial a solução desenvolvida por especialistas da Universidade de Cambridge aproveita o aprendizado de máquina e algoritmos de IA para aprender o “padrão de vida” normal de cada dispositivo, controlador e usuário na rede e correlaciona essas percepções para detectar ameaças emergentes. “Alcançamos um nível detecção que reage mais rápido do que qualquer equipe de segurança em redes industriais de todos os tipos e tamanhos”, afirma Mariana.

Mariana Santos

Na palestra Segurança e Interoperabilidade na Indústria 4.0, Marcus Vinícius Gomes Abreu, analista de sistemas e soluções da Chemtech, identificou os aspectos relevantes de segurança cibernética e interoperabilidade que não estão sendo levados em consideração no plano de implementação da “Industria 4.0”.

Marcus Vinícius Gomes Abreu

O pesquisador de segurança da informação Eduardo Izycki falou sobre a proteção de infraestruturas críticas em estratégias nacionais de segurança cibernética (ENSC), e mostrou que não há um consenso internacional sobre ENSC por falta de convergência entre os países. Porém, a proteção de infraestruturas críticas foi considerada um dos principais objetivos estratégicos alinhados nas ENSCs em 58 documentos, inclusive a do Brasil, que representam 67% do total. Desde 2003, 86 países já publicaram suas ENSCs. O Brasil publicou a sua há três anos.

Eduardo Izycki

Em sua apresentação"Proteção de Infraestrutura Crítica dos Estados Unidos e Projeto ICS", o gerente de segurança de sistemas de controle industrial da Voith, Jens Puhlmann, falou sobre o uso da norma NERC CIP pelos integradores de sistema de controle industrial. Traçou a história do NERC CIP, seus padrões para procedimentos de segurança e características.

Jens Puhlmann

Encerrando o último dia do CLASS 2018, o tenente coronel da Defesa Nacional de Portugal, Luis Salomão Carvalho palestrou sobre a as sinergias e a cooperação internacional em cibersegurança e ciberdefesa. Na ocasião foi assinado um convênio com a TI Safe para um projeto de educação e treinamento em cibersegurança ligado à OTAN. Ele explicou que a participação do ser humano nas linhas de desenvolvimento de proteção cibernética é muito presente, o que justifica a necessidade de investimento em educação e treinamento de pessoal. O principal objetivo do Multinational Cyber Defence Education e Training (MNCDE&T) é ajudar as nações participantes a identificar as necessidades de educação e treinamento e preencher as lacunas criadas pelos seus processos de desenvolvimento de capacidade de defesa cibernética, levando em conta as metas de capacidade nacional e da OTAN.

Luis Salomão Carvalho

 

Veja fotos deste dia.

Lido 183 vezes Última modificação em Sexta, 01 Junho 2018 17:06

Copyright © 2007-2018 - TI Safe Segurança da Informação - Todos os direitos reservados.