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Novas atitudes para novos riscos

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Quarta, 30 Mai 2018 16:21

A medida em que a indústria 4.0 evolui, o risco cibernético aumenta. Processos industriais cada vez mais distribuídos geograficamente, interconectados e inteligentes aumentam a vulnerabilidade dos ambientes industriais, criando brechas que não existiam e exigem das empresas urgência na atenção à segurança cibernética.

“Não há mais tempo para work papers. É preciso atitude imediata”. Assim, Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, organizadora do evento, abriu o primeiro dia do CLASS. O executivo alertou para as fragilidades dos sistemas de automação das infraestruturas críticas brasileiras. Uma pesquisa realizada pela empresa com as principais estatais e companhias privadas do país revelou que as redes não estão protegidas nem preparadas de acordo com as normas internacionais de segurança cibernética, o que coloca o Brasil atrás de países que têm a cultura de proteção de seus sistemas de automação, mesmo não tendo tecnologia de ponta. “Falta desenvolver mais conhecimento especializado, estabelecer procedimentos de segurança. Não só no Brasil, mas também em outros lugares do mundo precisamos ter cursos de pós-graduação em segurança cibernética, por exemplo, para sedimentar o conhecimento sobre o tema. Os cursos que temos são bons, mas poucos”, comentou o CEO.

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Ao falar sobre palestra, os riscos e a importância da segurança cibernética, o doutor em engenharia do Senai Cimatec, Herman Lepikson afirmou que é preciso aprender hoje o que vai ser aplicado na indústria em 5 ou 10 anos. “Estamos vivendo a transformação dos dispositivos mecatrônicos para os sistemas cyber físicos. São muitas as tecnologias da manufatura avançada ou indústria 4.0, como queiram chamar, e o caminho natural dessa evolução é a comunicação e a conectividade. É imprescindível pensar nos riscos e na implementação de soluções de segurança dessa interoperabilidade”.

Herman Lepikson

Às vésperas da GDPR entrar em vigor, Edgard Capdevielle, da Nozomi Network, lembrou que soluções de segurança economizam tempo, esforços e dinheiro. “É melhor agir com pró-atividade do que esperar que governos, por meio de leis e normas, digam o que precisa ser feito e deixar as empresas e seus executivos sujeitos a penalidades”. Durante sua palestra, Edgard falou dos desafios em relação à visibilidade operacional e a detecção de anomalias em redes de controle industrial baseadas em comportamento.

Edgard Capdevielle

Para o gerente de engenharia de automação de subestações da ABB Power Grids, Julio Oliveira, as concessionárias de energia já perceberam a importância de discutir a vulnerabilidade dos sistemas e redes, principalmente no contexto da automação de subestações. Durante sua apresentação o executivo falou sobre proteção contra ataques cibernéticos voltada para sistemas e subestações, apresentou os riscos do sistema de automação de subestações e as ferramentas de penetração legais e ilegais, concluindo com diretrizes de implantação de segurança cibernética.

Julio Oliveira

A interrupção de serviços essenciais como energia, abastecimento de água e transporte é um dos grandes riscos aos sistemas de controles industriais remotos na avaliação de Alexandre Freire, engenheiro em cibersegurança empresarial e industrial da Palo Alto Networks. “A modernização da tecnologia de automação trouxe preocupações sobre os sistemas industriais que não existiam. Dispositivos inteligentes interligados trazem mais eficiência para as operações industriais, mas também riscos de sabotagens e interrupções da cadeira produtiva e o comprometimento de serviços que afetam a soberania de um país.” Alexandre falou sobre arquiteturas de cibersegurança centradas na prevenção de sistemas de controles industriais remotos e apresentou cases reais de implementações realizadas para reduzir riscos e aumentar a resiliência de ambientes industriais contra ameaças cibernéticas.

Alexandre Ferreira

Durante o debate, os palestrantes responderam sobre os desafios para o desenvolvimento da segurança cibernética no Brasil, a maturidade das empresas em relação ao tema, os benefícios da equipe de TI com TA e falaram da criptografia como possível solução para a segurança no tráfego de dados industriais. Veja fotos deste dia.

Lido 3434 vezes Última modificação em Sexta, 01 Junho 2018 17:12

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