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Início / Blog / Guerra traz à tona ameaça global: o mundo na mira dos ataques cibernéticos

Guerra traz à tona ameaça global: o mundo na mira dos ataques cibernéticos

  • março 9, 2022

Ciberespaço se destaca como área estratégica no conflito entre Rússia e Ucrânia.

Ao lado das questões geopolíticas e da crise humanitária, a segurança cibernética tem ganhado destaque no noticiário internacional sobre a guerra deflagrada pela Rússia contra a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022. Na avaliação de Thiago Branquinho, CTO da TI Safe, a intensa cobertura da mídia sobre o assunto ratifica que além das dimensões de terra, água e espaço aéreo, a defesa das nações passou a considerar os ciberespaços.

Em poucos dias de conflito, o governo ucraniano declarou que estavam fora de operação, em decorrência de um ataque conhecido como DDoS (Distributed Denial of Service), o Ministério da Defesa, bancos estatais, o site oficial da embaixada e e-mails dos funcionários do governo. A Microsoft, também, informou para as autoridades do país que nas horas que antecederam a invasão da Rússia, detectou-se uma nova forma de software “ofensivo e destrutivo” visando instituições ucranianas.

Do outro lado, o grupo de hackers Anonymous declarou ter promovido, desde o início da guerra, diversos ataques contra sites do governo russo.  A maioria dos problemas registrados também foram de DDoS fazendo com que os sites, como o da agência estatal de notícias russa, saíssem do ar.

Contudo, investidas no ambiente do ciberespaço como forma de intimidação entre as nações não é exatamente uma novidade. No livro “Segurança Cibernética Industrial – As infraestruturas críticas mundiais correm perigo”, lançando no fim de 2021 pela Alta Books; os autores Marcelo Branquinho e Thiago Branquinho, sócios-fundadores e, respectivamente, CEO e CTO da TI Safe, já apontavam diversos exemplos de conflitos usando o ciberespaço. Entre eles, em 1982 a explosão de um oleoduto na Sibéria causada por ataque hacker; em 2010, o Stuxnet, um worm de computador projetado especificamente para atacar o sistema operacional SCADA que controlava as centrífugas de enriquecimento de urânio iranianas; em 2015, no episódio batizado de “Black Energy”, um ataque à malha energética da Ucrânia ocasionou o desligamento de 60 subestações de energia por até 8 horas no país.

O livro retrata, ainda, a experiência adquirida em 15 anos de atuação protegendo redes industriais de empresas de setores como energia, águas, siderurgia, mineração, entre outras, cuja paralisação por ataque cibernético afeta diretamente toda a população.

Thiago Branquinho ressalta que, cada vez mais, observaremos ataques associados com crises entre nações. Isto porque tecnicamente é uma forma de balizar o poderio bélico entre elas, uma vez que não depende de mísseis e batalhões de soldados. “É possível recrutar, com facilidade e em qualquer lugar do planeta, um exército cibernético” e completa: “Ataques direcionados aos sistemas governamentais e infraestruturas críticas, como fornecimento de energia, gás, água demonstra que a segurança cibernética das nações deveria ser uma agenda constante dos governantes e não apenas quando ocorre uma guerra”, avalia Thiago Branquinho.

No Brasil, somente em agosto de 2021, foi aprovada pelo Decreto nº 9.637/2018, a Política Nacional de Segurança da Informação (PNSI), que abrange segurança cibernética, defesa cibernética, segurança física e a proteção de dados organizacionais

Segundo o governo federal, ações da PNSI serão destinadas a assegurar a disponibilidade, a integridade, a confidencialidade e a autenticidade da informação e será implementada pela Estratégia Nacional de Segurança da Informação (ENSI) e pelos planos nacionais.

Para saber mais sobre os perigos cibernéticos para infraestruturas críticas, o livro Segurança Cibernética Industrial, mencionado acima, traz um panorama geral e exemplos de eficiência da metodologia de proteção de redes e sistema desenvolvida pela TI Safe. A obra está à venda na Amazon.

 

Acesse vídeo com Thiago Branquinho sobre o tema.

  • #tisafe, Ataques Cibernéticos, cibersegurança, crimes cibernéticos
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