O ataque é uma variação do phishing tradicional e utiliza um código QR para roubar dados das vítimas.
Acessar um site ou fazer um pagamento utilizando QR Code traz uma facilidade imensa para o nosso dia a dia, certo? Os cibercriminosos sabem disso e aproveitaram a praticidade que o QR Code trouxe nos últimos anos para colocar em prática mais um tipo de golpe: o quishing (ou QRishing).
O quishing funciona como uma variação do phishing tradicional, porém, em vez de mensagens com links maliciosos, os hackers usam um QR Code para redirecionar o usuário para sites falsos, autorizar o acesso a dados sensíveis ou até mesmo iniciar downloads automáticos de malwares
Cidadãos e empresas estão expostos
No Reino Unido, foram detectados casos de quishing em parquímetros. Ao acessarem o QR Code para pagar o estacionamento, os motoristas eram redirecionados para sites falsos e tinham suas informações financeiras roubadas.
Em outro exemplo, hackers inseriram um QR Code falso em uma mensagem que parecia ser da Microsoft, informando que a autenticação de múltiplos fatores havia expirado. Ao ler o QR Code, o usuário era levado a uma página que parecia ser da Microsoft, mas na verdade era um site fraudulento feito para conseguir coletar as credenciais.
Além de colocar em risco a credibilidade de companhias por todo o mundo, golpes cibernéticos como esse expõem usuários e organizações a grandes perigos, uma vez que colaboradores, ao acessarem esses códigos maliciosos, podem comprometer uma empresa inteira.
Ataque poderoso
Embora o quishing utilize basicamente as técnicas do phishing, o ataque com o uso de QR Codes é mais difícil de detectar ou bloquear. Isso porque esse tipo de golpe usa uma imagem para representar o código QR, que pode ser decodificada em uma URL. Extrair a URL é mais difícil do que fazer uma varredura em um link incorporado em uma mensagem.
Outro detalhe que torna o quishing tão perigoso é que os QR Codes podem estar em vários lugares: desde e-mails, mensagens em diversos canais, materiais físicos ou online, sendo possível, inclusive, estarem sobrepostos a impressões legítimas em locais públicos. Em Singapura, uma idosa perdeu cerca de US$ 20 mil ao ler um QR Code manipulado de uma loja com a câmera do seu celular.
No Brasil, falsos QR Codes são usados para que criminosos assumam o controle parcial do WhatsApp das vítimas, conseguindo enviar mensagens para os contatos sem que o usuário seja notificado sobre o acesso não autorizado. Basta que a pessoa escaneie um QR Code fraudulento e pronto: mais um canal “confiável” para a prática de crimes.
Dicas de segurança cibernética contra o golpe do QR Code
A primeira dica e mais importante: mantenha-se informado sobre os tipos de golpes cibernéticos existentes. Enquanto usuário, fique atento às notícias e busque informações sobre o assunto. No caso de uma organização, eduque seus colaboradores sobre as ameaças existentes e prepare-os para perceber possíveis tentativas de invasão.
Dito isso, vamos às demais dicas:
- Examine a fonte que enviou o QR Code. Confira o endereço de e-mail ou o remetente da mensagem, buscando entender se é confiável. Observe erros ortográficos ou gramaticais e endereços de envio estranhos. Se a fonte for desconhecida ou não parecer confiável, ignore e delete a mensagem.
- Analise o texto da mensagem. No caso de tentativa de quishing, o texto geralmente tenta a manipulação emocional ou a criação de um senso de urgência para impactar ou preocupar o usuário, obtendo mais sucesso nos ataques.
- Faça uma avaliação do código antes de escaneá-lo. A aparência visual do QR Code deve ser avaliada, sendo ele físico ou online. Busque quaisquer resquícios de violação ou alteração.
- Ao fazer a leitura do QR Code, verifique o site de destino. Certifique-se de que o direcionamento foi feito para a página esperada. Caso a URL seja estranha ou haja solicitação de informações não compatíveis com o serviço em questão, desconfie.
- Se possível, utilize um leitor de código QR seguro. Existem leitores de QR Codes com recursos de segurança capazes de verificar se há vinculação do mesmo a sites maliciosos.
- Mantenha seu antivírus atualizado. Assim, você terá uma ajuda extra para ajudar na identificação de situações suspeitas.
Proteger-se contra ameaças como o quishing exige mais do que conhecimento: é necessário contar com estratégias de segurança robustas e proativas. Na TI Safe, somos especialistas em proteger infraestruturas críticas e sistemas empresariais contra ataques cibernéticos. Quer saber como podemos ajudar sua empresa a estar sempre um passo à frente dos cibercriminosos?
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