Em um ritmo alarmante, os ataques cibernéticos crescem significativamente em companhias de todo o mundo. De acordo com o relatório divulgado pela Check Point Research (CPR), divisão de inteligência de ameaças da Check Point Software, no primeiro trimestre de 2025, o número de investidas de cibercriminosos aumentou cerca de 50%, em comparação ao mesmo período do ano anterior, com uma média de 1.925 ciberataques por semana.
A pesquisa mostra que praticamente todos os setores do mercado foram impactados por algum tipo de ação maliciosa. O setor de educação ocupa a primeira posição no ranking da CPR, com uma média de 4.484 ataques por organização a cada semana — um aumento de 73% em relação a 2024.
O governo foi o segundo segmento mais afetado por ciberataques, nesse primeiro trimestre, com 2.678 ataques por organização semanalmente, representando um aumento de 51%. Na sequência, o relatório aponta, respectivamente, os setores de telecomunicações (+ 94%), saúde (+ 40), automotivo (+ 87%), hardwares (+ 64) e energia e utilities (+ 61).
Principais tipos de ataques cibernéticos
Entre os tipos de ataques mais adotados pelos cibercriminosos, as infecções por ransomware figuram no topo da lista da maioria dos países. O relatório da Check Point Research mostra uma escalada de 126%, entre os meses de janeiro e março deste ano, em comparação com o mesmo período em 2024, contabilizando 2.289 incidentes registrados com o malware.
A ascensão dos ransomwares se deve, principalmente, à possibilidade de altos ganhos financeiros com os resgates exigidos para a liberação da chave criptografada que, teoricamente, devolve o controle das operações à companhia. Outro motivo é a dificuldade de identificação dos invasores, considerando as transações com moedas digitais, que impedem a rastreabilidade.
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No Brasil, além dos ransomwares, os ataques DDoS (Negação de Serviço Distribuída) também preocupam as organizações. Uma pesquisa realizada pela NETSCOUT revelou que o Brasil registrou mais de meio milhão de ataques desse tipo no segundo semestre de 2024, contabilizando 514.210 incidentes. O número supera 50% do total registrado na América Latina, no mesmo período.
O levantamento aponta que esse tipo de ataque tem sido utilizado fortemente em conflitos políticos e sociais, com foco em desestabilizar sistemas de governos e instituições.
Aumento de vulnerabilidades no ambiente digital
O crescimento de ataques cibernéticos no Brasil e no mundo é resultado de uma combinação de fatores, entre os quais podemos destacar:
- Adoção de inteligência artificial por cibercriminosos para burlar captchas e outras medidas de proteção, automatizar ataques e criar deepfakes.
- Maior digitalização de sistemas operacionais, ampliando a conectividade entre as redes e, consequentemente, a superfície para ataques.
- Crescimento dos dispositivos IoT implantados, muitas vezes, sem as devidas configurações de segurança, ampliando os pontos de entrada para ataques.
- Falta de maturidade em cibersegurança, considerando que muitas empresas não possuem políticas robustas de cibersegurança, tão pouco, investem em monitoramento contínuo.
Como conter a epidemia de ataques cibernéticos?
O crescimento acelerado dos cibercrimes reforça a urgência da adoção de estratégias de cibersegurança atualizadas e eficazes. Com o uso cada vez mais frequente de inteligência artificial em malwares, os ataques se tornam cada vez mais complexos.
Para mitigar os impactos dos incidentes nas companhias, algumas práticas são recomendadas, tais como:
- Treinamento da equipe: realizando capacitações regulares para educar os colaboradores sobre a atuação de ameaças e novos protocolos.
- Backups regulares e planejamento de resposta a incidentes: garantindo backups frequentes dos dados e elaborando um planejamento de respostas a possíveis invasões.
- Arquitetura Zero Trust: adotando múltiplas camadas de verificação para garantir que apenas usuários e dispositivos autorizados acessem os sistemas.
- Segmentação de redes: isolando ambientes críticos com o objetivo de conter e limitar a propagação de ataques.
- Uso de inteligência artificial na defesa: aplicando IA para monitorar comportamentos suspeitos, automatizar respostas e identificar ameaças.
A TI Safe é especialista na proteção de infraestruturas críticas e atua com soluções completas de cibersegurança industrial e corporativa.
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