Investimentos globais na proteção de infraestruturas de IoT devem dobrar de tamanho nos próximos cinco anos, alcançando US$ 60 bilhões até 2029.
A internet das Coisas (IoT) e a Internet das Coisas Autônomas (IoAT) resultam da evolução da conectividade digital. A tecnologia está transformando a forma como as pessoas interagem com dispositivos e com o mundo, impactando diversos setores, especialmente ambientes industriais e infraestruturas críticas.
De acordo com um estudo do Instituto Global McKinsey, o segmento de Internet das Coisas (IoT) poderá gerar um impacto econômico anual entre US$ 3,9 trilhões e US$ 11,1 trilhões na economia global até 2025. Dispositivos voltados para a gestão de operações e a manutenção preditiva em fábricas, por exemplo, poderão representar uma fatia entre US$ 1,2 trilhão e US$ 3,7 trilhões na economia global.
Desafios da cibersegurança em dispositivos IoT
Com a evolução e a abrangência das aplicações baseadas em IoT, crescem também os desafios relacionados à cibersegurança, uma vez que a conexão de múltiplos dispositivos amplia a superfície de ataque para cibercriminosos. De acordo com a Statista, plataforma de coleta e análise de dados, a previsão é que até o final de 2025 mais de 75 bilhões de dispositivos conectados à Internet das Coisas (IoT) estejam em operação, representando um aumento de quase três vezes em relação à 2019.
Considerando a complexidade e heterogeneidade dos mecanismos de IoT – com diferentes tipos de hardware, sistemas operacionais e protocolos de comunicação -, os padrões de segurança tendem a ser, muitas vezes, negligenciados, pois a maioria dos firmwares não possui tantas proteções de segurança quanto os sofisticados sistemas operacionais executados em computadores.
A quais ataques os dispositivos de IoT são mais suscetíveis?
Um estudo divulgado pela Viakoo mostra um aumento expressivo nos riscos de segurança de IoT empresarial. Segundo a pesquisa, as principais ameaças de cibersegurança em aplicações de IoT incluem violações de dados (69%), ataques de ransomware (60%), ataques à cadeia de suprimentos (45%) e ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS) (42%).
Os ataques a dispositivos de IoT podem ocorrer de diferentes formas, tais como:
- Falsificação, estratégia na qual o invasor manipula o dispositivo anonimamente.
- Investidas físicas, quando os cibercriminosos acessam o hardware do dispositivo e podem roubar dados ou assumir o controle.
- Interceptação de dados, onde há captura ou substituição das informações acessadas, entre outros meios.
O relatório Brazil Threat Landscape Report 2024, divulgado pela plataforma SOCRadar, destaca que, em 2024, cerca de 90 tipos de ameaças foram direcionadas a empresas brasileiras. Foram detectadas ainda 629 postagens na dark web focadas na venda de bancos de dados roubados, ressaltando a urgência de reforço nas medidas de segurança no país.
Investimentos em cibersegurança de dispositivos de IoT
Para proteger as infraestruturas e mitigar os efeitos de ações maliciosas contra ecossistemas digitais, é essencial haver planejamento e destinação de aportes para o segmento. Segundo um estudo da consultoria Juniper Research, a receita do mercado global de segurança cibernética de IoT (US$ 27 bilhões, em 2024) deverá dobrar de tamanho nos próximos cinco anos, alcançando US$ 60 bilhões globalmente até 2029.
Líderes de TI, respondentes da pesquisa, enfatizam que os usuários corporativos precisarão adotar soluções cada vez mais avançadas de segurança de rede, incluindo Firewalls de Próxima Geração (NGFWs), dispositivo que combina as funções de um firewall tradicional com recursos adicionais, com foco em garantir:
- Prevenção de intrusões;
- Inteligência sobre ameaças;
- Inspeção profunda de pacotes;
- Prevenção contra vazamento de dados;
- Controle de aplicações;
- Entre outros.
O levantamento da Juniper Research aponta ainda que a camada de rede é considerada o elemento mais crítico das aplicações IoT, levando, assim, a maior parcela de investimentos na área — 45% dos gastos globais em segurança cibernética.
A preocupação de especialistas com o aumento dos investimentos em medidas de cibersegurança de IoT ressalta a necessidade de proteção rápida e automatizada para as infraestruturas.
Assim, as empresas devem adotar soluções que protejam todas as camadas, incluindo a rede, a nuvem e os endpoints. Além disso, a conformidade com políticas de proteção de dados, relatórios e governança adequados são práticas essenciais para garantir que sistemas de IoT estejam sempre visíveis e seguros.
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