Tendências indicam o uso de técnicas sofisticadas de intrusão, que incluem ataques interativos a endpoints, identidade e nuvem.
Não é de hoje que estamos em alerta sobre a rápida e constante evolução da tecnologia e a digitalização universal. À medida que inovações são desenvolvidas, avança também o nível de sofisticação de ameaças cibernéticas.
Tendências apontam para invasões cada vez mais aprimoradas, tornando desafiador o processo de detecção e resposta. Exemplo disso são os ataques frequentes em múltiplos domínios, como identidade, nuvem e endpoints.
Relatório revela tendências
O relatório de investigação de ameaças 2024, da CrowdStrike, aponta que as ameaças cibernéticas mais recentes têm como objetivo inovar e expandir táticas de invasão em múltiplos domínios, entre elas exploração de credenciais, ataques à nuvem e endpoints – com manipulação de ferramentas de acesso remoto.
Efeitos devastadores
Com recursos sofisticados, as atividades criminosas estão cada vez mais difíceis de detectar, bem como a contenção dos estragos:
- O roubo de credenciais permite que criminosos se passem por usuários legítimos de um sistema, contornando medidas de segurança tradicionais. Além da violação do sistema, o acesso não autorizado pode ocasionar vazamento de dados sensíveis, resultando em perdas financeiras, danos à reputação e interrupções operacionais.
- O trabalho remoto ampliou exponencialmente a utilização dos serviços em nuvem, tornando muitas empresas dependentes dessa plataforma para o bom andamento de seus negócios. Logo, ataques à nuvem podem comprometer todo o trabalho e banco de dados de uma organização.
- A falta de segurança em endpoints – estações de trabalho, celulares, servidores, entre outros – expõe a rede corporativa a vulnerabilidades. Esses dispositivos, quando desprotegidos, se tornam pontos de entrada para cibercriminosos. De acordo com o relatório de ameaças da Verizon, até 30% das violações de dados envolveram malware sendo instalado em endpoints.
Prejuízos dos ataques
Outro dado preocupante do relatório da CrowdStrike é o crescimento das invasões com objetivo de ganhos financeiros. Ataques ligados ao e-crime correspondem a 86% dos incidentes.
O custo médio de uma violação de dados no Brasil, em 2024, foi de R$ 7,4 milhões, o que representa um aumento de 11,5% em relação a 2023. As informações são da pesquisa “Custo do Vazamentos de Dados”, feita pela IBM.
Entre os segmentos mais visados pelos cibercriminosos, de acordo com o estudo da CrowdStrike, estão tecnologia (em primeiro lugar, com um aumento de 60% em relação ao ano anterior),consultorias, serviços financeiros, assistência à saúde e varejo.
Análise constante é a chave
Estudar e conhecer o comportamento dos hackers é primordial para antecipar as ameaças. Assim, é possível aprimorar habilidades e ferramentas para aumentar a segurança cibernética.
O uso avançado da inteligência artificial tem se destacado como um recurso valioso para prever ações maliciosas e elevar a efetividade das medidas de proteção contra ataques. Especialmente no cenário atual, quando cibercriminosos também adotam a IA para desenvolver ameaças no ambiente digital.
Além do uso de softwares e ferramentas, como firewalls, antivírus, criptografia, sistemas de monitoramento de redes, entre outros, e medidas de proteção, como atualizações, backups frequentes e planos de resposta a incidentes, o treinamento e a conscientização das pessoas é fundamental para proteger as organizações contra ataques cibernéticos.
A tríade tecnologia, processos e pessoas molda uma solução completa para segurança cibernética. A Assinatura de Segurança Cibernética de Infraestrutura (ASCI) da TI Safe – solução para prevenir, mitigar e monitorar ataques cibernéticos contra Infraestruturas críticas – foi desenvolvida justamente com base nesses pilares.
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