A 93ª Assembleia Geral da INTERPOL, realizada em Marrakech (Marrocos) no final de novembro de 2025, reuniu representantes de 196 países para deliberar sobre os rumos da cooperação policial internacional e as estratégias de combate às grandes ameaças globais. Entre elas, um tema prioritário no cenário mundial: o crime cibernético.
No encontro anual, os crimes digitais e cibernéticos ocuparam posição central nos debates, refletindo a preocupação crescente das autoridades com ataques hacker, ransomware, fraudes online, exploração de dados e o uso de tecnologias avançadas por organizações criminosas.
Cibercrime como prioridade nas discussões
A Assembleia reforçou o apoio à implementação de tratados e convenções internacionais voltadas ao combate ao cibercrime, destacando a necessidade de colaboração entre governos, setor privado e órgãos internacionais.
Na edição de 2025, foram aprovadas resoluções voltadas à cooperação internacional, ao apoio à ratificação e implementação da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Cibernético – um instrumento para enfrentar e combater a crescente sofisticação dos crimes digitais.
Também foi abordada a ampliação do papel da INTERPOL no combate a ameaças digitais que cruzam fronteiras. Essas decisões refletem a percepção de que a resposta a incidentes passa por uma ação conjunta entre forças de segurança, entidades internacionais e setor privado.
Crescimento expressivo e mudança de perfil do crime digital
Há algum tempo o crime cibernético deixou de ser um problema apenas do âmbito tecnológico e se tornou uma ameaça à economia, à soberania dos países, à segurança e funcionalidade dos serviços essenciais, à privacidade da população e à continuidade de operações empresariais.
Os dados de 2025 ainda não estão fechados, mas, em 2024, o número global de ataques cibernéticos cresceu 44%, conforme aponta o relatório anual The State of Global Cyber Security 2025 (Check Point Research).
Além do crescimento expressivo no volume e na complexidade dos ataques cibernéticos ano após ano, o mundo vem acompanhando uma mudança de perfil do crime digital: ele se profissionalizou, opera como indústria (crime-as-a-service) e passou a financiar ou facilitar outros tipos de crime organizado.
Com cerca de 6 bilhões de pessoas online em todo o mundo (aproximadamente três quartos da população do planeta) e infraestruturas críticas cada vez mais conectadas, o risco e o impacto do cibercrime só aumentaram, exigindo respostas coordenadas.
Impactos nas empresas podem ser destrutivos
Com sistemas e operações cada vez mais digitalizados, empresas estão expostas a riscos que vão além da perda financeira imediata. Um incidente cibernético pode gerar:
- Interrupção de operações;
- Vazamento de dados sensíveis da empresa e de clientes;
- Danos à reputação;
- Multas regulatórias;
- Perda de confiança de clientes e parceiros.
Diante desse cenário, a segurança cibernética não é somente uma responsabilidade da área de TI, mas deve ser um pilar estratégico de qualquer negócio.
Medidas práticas para aumentar a segurança cibernética nas organizações
A profissionalização do cibercrime exige que empresas tratem segurança digital como elemento central da gestão de risco e avancem do discurso para a maturidade real em cibersegurança. Algumas medidas essenciais para enfrentar esse novo cenário podem ser:
- Mapear ativos e níveis de criticidade: Realizar inventário de sistemas, dados e fornecedores, identificando o que causa maior impacto operacional e financeiro em caso de falha ou vazamento.
- Adotar ferramentas e práticas robustas para proteção técnica: Entre elas, autenticação multifator (MFA) e gerenciamento rigoroso de identidades e acessos, patching e gestão de vulnerabilidades contínua, segmentação de redes e controle de privilégios (política do menor privilégio e zero trust), endpoint Detection & Response (EDR), monitoramento 24×7 e implementação de SIEM.
- Backup, recuperação e planos testados: Estratégias offline e air-gapped para cópias de segurança e planos de recuperação de desastres e testes regulares.
- Segurança de ambientes cloud e híbridos: Revisão contínua de configurações e acesso, criptografia de dados em repouso e em trânsito e monitoramento de logs e atividades suspeitas.
- Capacitação das equipes e desenvolvimento de cultura de segurança: Treinamentos regulares contra phishing e simulações, alertando para riscos e deixando claras as responsabilidades.
- Teste e auditoria contínuos: Pentests, avaliações de segurança em aplicações e revisões de arquitetura, bem como auditorias que validem controle e remediação.
- Planos de resposta a incidentes e governança: Contar com equipe de resposta, playbooks testados previamente, além de assegurar a conformidade com as leis de proteção de dados.
Adotar uma postura proativa, contínua e estratégica em segurança cibernética ajuda a reduzir as superfícies de ataque e aumentar a velocidade de detecção e contenção. Vale lembrar que investir em tecnologia e inovações é fundamental, mas contar com processos bem definidos, monitoramento constante e capacitação humana são igualmente essenciais.
Investir em governança, tecnologia, pessoas e cooperação não é somente uma questão de proteção, mas de continuidade do negócio. A TI Safe conta com uma equipe especializada e uma suíte definitiva de soluções para prevenir, mitigar e monitorar ataques cibernéticos contra ambientes industriais, IoT e infraestruturas críticas. Com uma abordagem completa em um único serviço, nosso trabalho garante não só a conformidade com as rigorosas normas regulatórias, mas também fortalece a resiliência e melhora a continuidade das operações, posicionando empresas à frente no mercado por meio de práticas de segurança avançadas e confiáveis.