Ir para o conteúdo
LAB
CLASS
Hub

Setores atendidos

Quem somos

Recursos

Apresentação

Arquivos técnicos

Vídeos

Blog

Fale com um especialista
TI Safe
  • Setores atendidos
  • Quem somos
  • Recursos

    Apresentações

    Arquivos técnicos

    Vídeos

  • Blog
Fale com um especialista

Início / Blog / CLASS 2024: Como a Vale implantou um programa de “Risk-based security” em OT

CLASS 2024: Como a Vale implantou um programa de “Risk-based security” em OT

  • junho 27, 2024
Rafael Roseira - Vale Brasil - Caso Brumadinho - CLASS 2024

A segurança cibernética está entre os riscos que mais ameaçam empresas e sociedade. Prova disso é um estudo da Deloitte, que destacou a cibersegurança como um dos riscos que mais preocupam, do ponto de vista da gestão corporativa. Os riscos de ataques cibernéticos aparecem no top 1 entre as principais ameaças, seguido de confidencialidade e privacidade e LGPD.

O World Economic Forum também apresentou um relatório com um cenário dos riscos globais que enfraquecem o progresso no desenvolvimento humano, deixando estados e indivíduos vulneráveis a riscos novos e ressurgentes. Além de crises climáticas, desinformação, poluição, entre outros problemas que preocupam a sociedade, a segurança cibernética se destaca, ocupando o 4º lugar em uma perspectiva de curto prazo (2 anos) e o 8º lugar em uma perspectiva de médio prazo (10 anos).

A empresa Vale S.A., atenta a esse cenário e também ao retrato da segurança cibernética em seu segmento de atuação, iniciou em 2016 um movimento para implantar um programa de “Risk-based security” em OT na companhia. O case foi apresentado por Rafael Roseira, risk compliance and information security da Vale, durante a 5ª edição da CLASS – Conferência Latino Americana de Segurança em SCADA, realizada nos dias 14, 15 e 16 de maio, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ). Vamos conferir como tudo aconteceu?

Início da jornada

O final de 2016 foi marcado na Vale pelos primeiros passos do programa de gestão de riscos cibernéticos no ambiente de OT. As ações foram sendo implantadas aos poucos e se tornando parte da estrutura corporativa ao longo dos anos.

Dados de diversos estudos e casos de incidentes ao redor do mundo foram motivadores do pontapé inicial de um “Risk-based security” em OT, entre eles um relatório da Ernst & Young, que apresenta os 10 principais riscos de negócios para o setor de mineração e metais. Nesse material, a segurança cibernética só saiu do radar dos top 10 entre 2020 e 2023. Em 2018 chegou a estar em terceiro lugar. No último estudo, realizado em 2023, a cibersegurança figurou em oitavo lugar.

Por que a segurança cibernética se tornou uma preocupação da Vale S.A.?

“Porque estamos em uma época em que é inadmissível termos uma operação funcionando nos moldes antigos, de forma isolada”, destacou Rafael, mencionando a necessidade atual de criar conexões.

“Há soluções que se conectam com a internet, há soluções de operação se conectando a sistemas corporativos, há os processos logísticos da cadeia de produção que precisam estar ligados. Como eu posso unir as informações de uma mina, de uma ferrovia, de um porto e da navegação até outro lado do mundo? Como eu conecto a venda de minério com a produção?”, perguntou.

Se as informações e operações estão isoladas, não há como uni-las. E foi esse movimento mundial de conectividade e de integração de dados, sistemas, equipamentos e operações que contribuiu para a evolução do tema de gestão de riscos cibernéticos em OT na Vale. “Foi em 2016 que vimos essa explosão de soluções aparecendo, tecnologias, projetos que exigiam mudanças na nossa arquitetura. Naquela época, a cibersegurança ainda não estava entre as prioridades”, enfatizou.

Estruturando a gestão de riscos cibernéticos no ambiente de OT

Foi em 2017 que a Vale iniciou o programa de gestão de riscos de forma mais estruturada. Para isso, algumas ações foram planejadas e um conjunto de serviços básicos, executados.

Análises de segurança: Para este tópico, os times do programa foram a campo para realizar análises de segurança nas operações, incluindo análises de vulnerabilidade, análises de controles (elaborados com base na norma ISA 62443 e parceria com companhias de OT, gerando uma nova lista de controle de OT customizada para as operações) e testes de invasão, executados em parceria com uma empresa especializada, de forma cautelosa e controlada.

“Os testes de invasão no ambiente de OT são ferramentas fantásticas. Não sob o ponto de vista técnico, mas sob o ponto de vista de convencimento, pois trata-se de uma alternativa de impacto e de engajamento para as equipes cumprirem as normativas internas de controle. Não há nada melhor do que isso”, frisou Rafael.

Roseira pontuou também a importância de colocar em prática o conceito de zero trust. “Não é porque há proteção nas camadas anteriores da rede de OT que ela estará protegida. Precisamos ter proteções nas camadas de OT também. E era exatamente nesses locais que fazíamos os testes”, destacou.

Gestão de riscos: Ao longo do processo, a gestão de riscos cibernéticos no ambiente industrial, alinhada com a metodologia corporativa, foi sendo implementada, de fato, na Vale. Neste processo, a preocupação da empresa era checar quais as chances de incidentes ocorrerem nas operações, considerando o ambiente de proteção existente. “E, ainda, se tivermos um incidente, qual o tempo de retorno, qual seria o tamanho daquele ataque”, salientou Roseira. 

Um ponto de atenção elencado por Rafael é aceitar que gestão de riscos é um processo que não tem data para terminar. São necessárias análises, acompanhamento quanto aos tipos de riscos, probabilidades, impactos e aperfeiçoamento contínuo.

Treinamento: A conscientização e capacitação das equipes também fez parte do pacote de serviços do programa “Risk-based security” em OT, abrangendo diversos níveis da organização.

Expansão do programa

Quando iniciou, em 2017, o programa de “Risk-based security” em OT foi implementado em seis operações da Vale, sendo quatro no Brasil e duas no exterior. A partir de 2018, iniciou-se um processo de expansão para as principais operações da Vale no mundo.

2018: 24 operações no Brasil e 2 no exterior

2019:  7 operações no Brasil e 4 no exterior

2020 (início da pandemia): 2 operações (1 no Brasil e 1 no exterior)

Outro evento que fortaleceu a segurança de riscos cibernéticos, além de outras rotinas na Vale, foi o incidente de Brumadinho, que aconteceu em 2019. “Esse evento gerou uma avalanche de mudanças na empresa. Até hoje vivemos essa reconstrução cultural e forma mais sólida de atuação”, revelou Rafael.

Integração de IT e OT

Em 2020, Rafael apontou o início de outro movimento muito importante para o sucesso do programa de gestão de riscos no ambiente industrial: a integração de IT e OT. Uma nova Diretoria foi constituída, a de Tecnologia. “As mudanças foram lentas e duraram até 2022, uma vez que a nova área exigia uma organização diferente em termos de gestão de pessoas, processos e procedimentos”, ressaltou.

Os riscos das divisões de IT e OT também foram integrados, elevando a maturidade da gestão e da segurança cibernética, bem como os níveis de conformidade com controles diversos, como gestão de vulnerabilidades, acesso e controle de USB’s, backups, monitorização de segurança, detecção e respostas a incidentes, entre outros.

Momento atual do “Risk-based security” em OT na Vale

Roseira finalizou sua fala no palco da CLASS mencionando o quanto a gestão de riscos cibernéticos no ambiente industrial tem suportado diversas outras iniciativas importantes para a organização. Entre eles, citou:

  • Processos de tomada de decisão:“Atualmente, redução de riscos é uma categoria que pode justificar projetos que necessitam de orçamento, desde que o gestor apresente sistematicamente qual é o risco que está sendo gerenciado e quais melhorias serão geradas futuramente”.
  • Ciclo de vida dos ativos, com gerenciamento da obsolescência dos equipamentos e análise do risco para a operação.
  • Definição de ativos críticos, identificando e sinalizando o conjunto de ativos cuja indisponibilidade ou quebra de integridade pode gerar impactos significativos nas operações. Para os ativos críticos identificados, há controles específicos de cibersegurança.
  • Ataques Cibernéticos, cibersegurança, CLASS, CLASS 2024, segurança cibernética, segurança cibernética industrial, TI Safe
  • Blog
Compartilhar post:

Leia também:

Vagas de emprego também podem expor sua empresa

Vagas de emprego também podem expor sua empresa: como o OSINT revela informações usadas em ataques cibernéticos

Antes de explorar uma vulnerabilidade ou tentar invadir um ambiente corporativo, muitos atacantes procuram entender melhor o alvo. Tecnologias utilizadas, […]

Leia o artigo
Identificar fraudes

Você reconheceria um golpe digital moderno? Como identificar fraudes que circulam nas ferramentas de trabalho

Até pouco tempo atrás, as principais dicas de segurança cibernética ensinavam os usuários a identificar erros de português, remetentes desconhecidos […]

Leia o artigo
Defesa civil - alerta extremo (misantropia)

Quando o alerta é o ataque: o que o falso aviso da Defesa Civil nos ensina sobre a proteção de sistemas críticos

Na madrugada de 20 de junho de 2026, milhões de brasileiros receberam em seus celulares um alerta extremo da Defesa […]

Leia o artigo
TI Safe

TI Safe protege o que mantém o mundo funcionando com inteligência, contexto e resposta em tempo real.

Contato

+55 (21) 3553-5456

Mais opções de contato

Redes sociais

Linkedin Instagram Flickr Youtube Facebook Slideshare

Institucional

Contato

Página Inicial

Quem somos

Blog

Recursos

Apresentação

Arquivos técnicos

Vídeos

Conheça

Sua empresa está segura?

Vantagens da ASCI para profissionais

Inscreva-se em nossa Newsletter

TI Safe ASCI

Pessoas

Academia

Políticas

Riscos e Conformidade

PSCI

Tecnologias

Segurança de Borda

Proteção de Rede Interna

Segurança de Dados

Controle de Malware

Processos

Laboratório de Segurança

Arquitetura

Monitoramento Contínuo

Inteligência Artificial

© Copyright © 2007-2026 TI Safe - Todos os direitos reservados.

Política de Cookies
Política de privacidade
Direitos autorais
Gerenciar o consentimento
Para fornecer as melhores experiências, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. O consentimento para essas tecnologias nos permitirá processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar negativamente certos recursos e funções.
Funcional Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos. O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
  • Gerenciar opções
  • Gerenciar serviços
  • Gerenciar {vendor_count} fornecedores
  • Leia mais sobre esses objetivos
Ver preferências
  • {title}
  • {title}
  • {title}

Envie uma mensagem