Investimentos na área devem crescer cerca de 44% nos próximos anos
Segundo o relatório recente publicado pela Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais), o mercado brasileiro de segurança da informação deverá movimentar cerca de R$104,6 bilhões até 2028, com uma taxa de crescimento acumulada de 43,8%.
A alta nos investimentos previstos para a área se deve a uma série de fatores que ganham ainda mais evidência a partir deste ano, como a corrida armamentista da inteligência artificial (IA), em que cibercriminosos e profissionais do setor utilizam a tecnologia para escalar, respectivamente, ataques e defesas em sistemas digitais.
Confira, a seguir, mais detalhes sobre os principais aspectos que fazem de 2026 um ano decisivo para a cibersegurança:
- Riscos da computação quântica
Organizações já começam a alocar orçamentos significativos para se prepararem para a segurança quântica. O principal risco dessa tecnologia está na ameaça aos sistemas criptográficos atuais, uma vez que computadores quânticos suficientemente avançados, ao utilizarem o algoritmo de Shor, poderão quebrar chaves baseadas nos métodos RSA, ECC e Diffie-Hellman em um tempo muito inferior ao dos computadores clássicos, tornando vulneráveis certificados digitais, VPNs, e-mails e transações eletrônicas.
- Cenário geopolítico
Tensões e conflitos que eclodem em diversas regiões do mundo tendem a transcender com mais frequência para o ambiente digital. Nações rivais usam o ciberespaço como um campo de batalha para espionagem, sabotagem e desestabilização. Esses ataques são frequentemente direcionados a infraestruturas críticas. Além disso, o hacktivismo também ganha força entre as ameaças derivadas do cenário geopolítico: grupos de ativistas politicamente motivados usam ataques cibernéticos para apoiar ideologias ou retaliar ações governamentais.
- Aumento da superfície de ataque em ambientes críticos.
O crescimento da conectividade aumenta a superfície de ataques em ecossistemas digitais, dificultando o controle e a visibilidade sobre acessos e dados. Com mais dispositivos conectados, como ambientes em nuvem, aplicações SaaS, sistemas ciberfísicos e IoT, surgem mais pontos de entradas e vulnerabilidades que podem ser exploradas.
A tendência para 2026 e para os próximos anos é que esses riscos ganhem uma escala cada vez maior, devido ao crescimento de dispositivos IoT e ambientes industriais (OT/ICS), que muitas vezes operam com protocolos legados e pouca capacidade de atualização, tornando-se alvos atrativos para ataques e movimentos laterais dentro da rede.
- Vulnerabilidades na cadeia de suprimentos
Além do controle interno, as organizações devem se atentar para vulnerabilidades que podem ser exploradas por atacantes, a partir de seus fornecedores de tecnologia, software, serviços em nuvem e parceiros operacionais. Um único fornecedor comprometido pode servir como porta de entrada para investidas em larga escala. Atualizações maliciosas, bibliotecas comprometidas e dependências de código inseguras permitem que ataques sejam disseminados de forma silenciosa, afetando múltiplas empresas de forma simultânea.
- Evolução do ransomware
O uso da IA tanto por cibercriminosos quanto por profissionais de cibersegurança deve se intensificar neste ano. Ao passo que hackers maliciosos usarão inteligência artificial para criar ciberataques e malwares mais sofisticados, como ransomwares de maior alcance, velocidade e eficiência, os defensores também ampliam seus investimentos em ferramentas embarcadas com essa tecnologia.
As aplicações de proteção baseadas em IA evoluem rapidamente e se mostram cada vez mais eficazes na detecção precoce de ransomwares, sendo capazes de analisar grandes volumes de dados, identificar comportamentos fora do padrão em tempo real e responder automaticamente a ameaças antes que causem impactos significativos nas estruturas.
Além dos aportes em tecnologia e da adoção da IA nas estratégias de segurança, o treinamento contínuo das equipes e a implementação de um plano de resiliência eficiente são fundamentais para garantir a proteção integral da operação.
A TI Safe conta com um time de especialistas preparados com soluções completas de cibersegurança, capazes de resguardar dados, sistemas e infraestruturas críticas contra ameaças cibernéticas avançadas.
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