Um relatório da Trend Micro divulgado no portal da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) mostrou que 161 bilhões de ameaças foram bloqueadas em 2023 em todo o mundo. O número revela um novo recorde e um crescimento de 10% em relação a 2022 (146 bilhões de ataques). Os principais alvos foram os setores industrial, governamental, saúde, educação e sistema financeiro.
Diante da evidente evolução do número de casos e da profissionalização dos cibercriminosos, as tendências no setor de segurança cibernética trazem cenários e previsões para mitigar a efetividade dos ciberataques. Isso demanda atenção das lideranças de companhias de todos os tamanhos, pois os prejuízos, muitas vezes, vão além das perdas financeiras – o que traz grandes impactos -, podendo atingir a reputação e a imagem da empresa perante seus stakeholders.
Para ajudar você a entender para onde o mercado está caminhando, avaliamos tendências de cibersegurança para 2024 em todo o mundo e fizemos um compilado de algumas delas. Acompanhe a seguir.
1. Inteligência Artificial e Machine Learning
Ao mesmo tempo em que a IA tem se mostrado uma oportunidade para aumentar a segurança nas operações – com capacidade avançada de análise de dados que identifica e prevê ameaças cibernéticas – ela também se mostra como um desafio. Cibercriminosos estão se apropriando das tecnologias mais avançadas para uso malicioso. Nesse sentido, a Inteligência Artificial Generativa pode ser um grande trunfo para a segurança digital, porém, sempre observando as bases do uso ético e seguro.
Vale destacar também o potencial do aprendizado de máquina (machine learning), que vem evoluindo para melhor reconhecer e responder a novas ameaças, melhorando as medidas defensivas ao longo do tempo.
Os sistemas de cibersegurança estão caminhando para serem cada vez mais inteligentes e autônomos: enquanto a IA poderá fornecer análises de ameaças em tempo real, permitindo respostas mais rápidas e precisas a incidentes cibernéticos, o aprendizado de máquina avança na atualização dos protocolos de segurança cibernética de forma autônoma.
2. Segurança Zero Trust
O aumento do trabalho remoto e dos serviços baseados na nuvem reforçaram a necessidade de medidas extras de proteção de redes, aplicações e dados. Minimizar o risco de acesso não autorizado com uma abordagem Zero Trust (Confiança Zero) – não acreditar em nada, interno ou externo, com verificação de todas as pessoas e dispositivos – é uma forte tendência que deve permanecer no topo da temática envolvendo cibersegurança. A autenticação multifatorial (MFA) é um dos primeiros passos em direção à Confiança Zero.
3. Métricas de segurança cibernética orientadas para resultados
Com o crescente aumento dos ataques cibernéticos, é fundamental que haja uma relação entre os investimentos x níveis de proteção oferecidos. Apresentar os riscos e os possíveis prejuízos que a falta de um determinado sistema de proteção poderão causar é o caminho para gerar confiança das lideranças das empresas nos investimentos necessários para garantir um nível elevado de segurança no ambiente digital. Uma tendência são os programas de gestão de exposição contínua de ameaças (CTEM). De acordo com o Gartner, organizações que investirem em programas de CTEM poderão perceber uma redução de dois terços das violações.
4. Promoção da cultura de segurança entre os colaboradores
Muitas vezes, quando o assunto é segurança cibernética, o óbvio precisa ser “desenhado”. Até 2027, pelo menos 50% das lideranças de TI de grandes empresas objetivam implementar práticas de design de segurança focadas no colaborador, tornando mais eficaz o uso dos recursos de cibersegurança, de acordo com o Gartner. O intuito é promover mudanças no comportamento por meio da implementação de controles, reduzindo as possibilidades de comportamento inseguro e minimizando os riscos.
5. Gerenciamento de identidade e acesso
Ampliar e fortalecer as funções das estruturas dos sistemas de acesso é tão importante quanto otimizar a detecção e resposta às ameaças. Desta forma, os recursos de gerenciamento de identidade e acesso tendem a ser cada vez mais eficientes. A biometria segue como destaque e a autenticação multifatorial terá seu uso ampliado.
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