TI Safe se revela otimista frente ao projeto de lei que deve estruturar órgão regulador responsável pela política de segurança digital do país
Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, revela ver avanço na prioridade do governo federal em estabelecer como metas o combate a crimes virtuais ainda neste ano com o pleno funcionamento da Agência Nacional de Cibersegurança. O comitê que deve definir o modelo da entidade que será responsável por cuidar da implementação da política nacional para a segurança digital terá sua primeira reunião na próxima quarta-feira (20).
O lançamento do Plano Nacional de Cibersegurança (PNCiber) ocorreu no fim de dezembro do ano passado. Na ocasião, o governo Lula apontou a urgência e relevância do tema, visto que o Brasil é o terceiro país com maior número de ataques cibernéticos no mundo, segundo revelam as pesquisas.
Para Branquinho, a criação de um organismo de segurança digital é de extrema importância para o país. “Vejo com esperança a implementação do PNCiber, desde que as ações sejam aplicadas com eficácia por meio de práticas efetivas. No entanto, acredito que só poderemos ver os resultados ao longo dos anos e de forma perene, pois as práticas de cibersegurança devem ser constantemente revistas. Mas com o comitê em ação, estamos no caminho para uma evolução no combate aos crimes virtuais no Brasil, afinal, estamos bastante atrasados neste quesito”, destaca.
Vale ressaltar que, a criação de um organismo de segurança digital vem sendo discutida dentro do governo federal, pelo menos, desde 2013, quando o vazamento divulgado pelo Wikileaks mostrou que os Estados Unidos grampearam telefones da então presidente Dilma Rousseff e de diretores da Petrobras. Mas, apesar da urgência, só neste mês é que vai acontecer a primeira reunião do CNCiber.
Atualmente, no mundo, segundo o relatório “CYBERWARFARE IN THE C-SUITE“, os crimes virtuais causam um prejuízo de US$ 10,5 trilhões (R$ 53 trilhões, aproximadamente) ao ano, o equivalente a quase cinco vezes o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2023.
Sobre a TI Safe – empresa 100% brasileira líder em segurança de infraestruturas críticas, que atua em empresas de diversos segmentos, com destaque os setores de energia elétrica e industrial. Além da sede no Rio de Janeiro, possui escritórios em São Paulo, Salvador e Curitiba, onde atende a mais de 150 clientes, como o Grupo Energisa, Grupo Neoenergia, Itaipu, Petrobras, Gerdau, Klabin, Santo Antonio Energia e Light.
Fundada em 2007, a TI Safe foi a primeira empresa brasileira a fornecer soluções específicas para a segurança de redes industriais baseadas nos padrões ISA/IEC-62443 e NIST SP 800-82 por meio de especialistas com reconhecimento técnico e certificações internacionais em arquitetura de segurança de sistemas de controle industriais.
Atualmente a TI Safe oferece framework completo de soluções para seus clientes. Além disso, possui a única academia no Brasil com treinamento e certificação específicos para a proteção de infraestruturas críticas e conta com serviços de análise de riscos, planejamento de segurança cibernética industrial, implantação de soluções de seus parceiros tecnológicos e gestão destas soluções através de serviços gerenciados do ICS-SOC.
Durante o ano de 2023, a empresa lançou ainda a “Assinatura de Segurança Cibernética Industrial” (ASCI). Uma solução integrada de tecnologias e serviços para prevenção de incidentes com ampla visibilidade da situação de segurança e uma defesa robusta, proativa, autônoma e adaptável que estabelece a continuidade de negócios, protege os ativos industriais, evita danos, garante conformidade com normas e regulamentações, e contribui para a confiabilidade e reputação da empresa.