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5G e o dilema do atraso no investimento em segurança cibernética

Defasagem em 20 anos torna o setor industrial mais vulnerável com a chegada da nova tecnologia.

O 5G estreou no Brasil em 6 de julho de 2022 em Brasília e deve chegar às demais capitais brasileiras até o fim deste ano. A grande vantagem da nova tecnologia é permitir uma velocidade móvel muito superior ao 4G, comparativamente entre 20 Mbps a 40 Mbps, em média, para até 1 giga. A promessa é promover um salto de qualidade das comunicações de uma forma geral, seja entre pessoas físicas como em ambientes corporativos de intensivas trocas de dados entre máquinas.

É neste ponto que vem o alerta.  A Tecnologia Operacional (TO), ou seja, o uso de hardware e software para monitorar e controlar processos físicos, dispositivos e infraestrutura, além de executar tarefas que vão desde o monitoramento até o controle de robôs em chão de fábrica, está incorporada a diversos setores, incluindo manufatura, petróleo e gás, geração e distribuição elétrica, aviação, marítima, ferroviária e serviços públicos. Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, sinaliza que essas redes de TO estão 20 anos atrasadas em relação ao segmento de Tecnologia da Informação em termos de investimento em segurança cibernética. Isto em virtude de a conectividade chegar a esses ambientes de forma gradual e sem integração.

“As operações de manobra para a retomada de fornecimento de energia, por exemplo, que eram feitas, até bem pouco tempo, de forma analógica por meio de intervenção humana direta, agora já podem ser remotas. Contudo, esse processo de digitalização é recente. Considerando o tamanho da rede elétrica no país, convivem subestações e sistemas mais antigos, que não utilizam recursos de criptografia e outros controles de acesso, com novos equipamentos digitais, que interagem entre eles via conexão de telecomunicações móveis”, informa Marcelo que alerta ainda: “Se não houver proteção adequada, essa comunicação entre as máquinas abrirá portas de conexão para atividade de hackers. Por isso, as redes de TO, que já são alvo potencial de invasões, certamente terão a superfície de exposição expandida com a chegada do 5G”.

Na análise do executivo da TI Safe, se por um lado o 5G facilita e agiliza os processos de comunicação digital nos ambientes industriais, por outro abre brechas de segurança cibernética. O agravante é que a operação em segmentos industriais e de missão crítica, como abastecimento de energia, água e gás, não podem ser paralisados. “Nos ambientes industriais os investimentos são bastante recentes, pois o uso crescente de tecnologias digitais ganhou força somente nos últimos três anos. Com isso, a migração de aplicações e dados para nuvem e a integração das infraestruturas de TI e TO começaram a demandar mais proteção. Hoje, os ambientes industriais são alvos frequentes de ataques no Brasil e no mundo. Ou seja, com maior mobilidade digital, que se vislumbra com a adoção do 5G, se faz ainda mais necessário investir em segurança em redes de automação”, conclui Marcelo Branquinho.

 

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