Para analisar o cenário da segurança cibernética no Brasil, a TI Safe realiza, bienalmente, uma pesquisa com os principais players do segmento, investigando a maturidade de controles fundamentais de segurança. A 5ª edição do levantamento, apresentada durante a CLASS 2024, contou com a participação de 62 organizações, incluindo respondentes em posições de diretoria executiva, gerência e equipe operacional.
Comparando com as três últimas edições da pesquisa, Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, destaca o progresso na segurança das empresas, conforme o resultado consolidado calculado a partir do índice obtido pelas medidas e processos adotados pelas companhias.
Resultados da pesquisa TI Safe
“De 2018 a 2022, a média geral de maturidade subiu de 1,88 para 2,53. Isso significa que as empresas avaliadas conseguiram, ao longo de quatro anos, estabelecer novos controles e formalizar suas estruturas de gestão de segurança, principalmente em relação à Segurança de Borda, Segurança de Dados e Controle de Malwares”, destacou o CEO.
De acordo com os dados apresentados por Branquinho, em 2024, a média geral de maturidade ascendeu para 3,68, demonstrando um avanço significativo nos controles de segurança implementados pelas empresas. “Esse aumento pode ser atribuído aos controles incorporados pelo setor elétrico, com a adoção da rotina operacional da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico)”, explicou.
Inteligência artificial na cibersegurança
Com base nos estudos da TI Safe sobre o mercado, Branquinho compartilhou tendências da área para os próximos anos, destacando a aplicação de recursos de inteligência artificial à segurança cibernética: “Hackers já estão utilizando a IA de várias formas para aprimorar seus ataques contra redes operativas de estruturas críticas. Cabe às empresas ‘correr atrás’ de ferramentas dinâmicas, baseadas também em inteligência artificial, para combater esses cibercrimes”.
Estratégias defensivas baseadas em IA
Para melhor preparo das organizações, o especialista pontua estratégias como:
- Desenvolvimento de IA defensiva, focada em detectar e responder automaticamente a comportamentos anômalos e ameaças emergentes.
- Formação contínua e capacitação de equipes de segurança.
- Implementação de sistemas avançados de monitoramento e análise que utilizam IA para coletar e gerir grandes volumes de dados.
- Colaboração e compartilhamento de inteligência no setor da indústria.
- Planejamento de defesa em profundidade, contemplando todas as camadas de segurança e garantindo que sejam reforçadas com soluções habilitadas para IA.