A nova ferramenta da TI Safe fornece métricas essenciais e dados personalizados para que os gestores possam visualizar riscos e a situação da planta, em termos de segurança cibernética, de forma prática e em tempo real.
“O que você não mede, você não controla. Se você não visualiza, você não consegue proteger”, destacou Elamir Menezes, Coordenador de Riscos e Qualidade da TI Safe, no início de sua palestra sobre a nova ferramenta da empresa: o aplicativo TI Safe Cockpit. Por meio do app, os clientes da ASCI – Assinatura de Segurança Cibernética Industrial, solução da TI Safe que combina tecnologias e serviços para prevenir incidentes -, terão acesso a métricas e dados essenciais para a gestão de riscos de TO (tecnologia operacional) em tempo real, na palma da mão.
Elamir e Raphael Oliveira, Analista de Segurança Cibernética TI Safe, apresentaram o Cockpit no primeiro dia da 5ª CLASS – Conferência Latino Americana de Segurança em SCADA, realizada nos dias 14, 15 e 16 de maio, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro (RJ). Você pode assistir ao vídeo completo da palestra em nosso canal do YouTube. Mas também pode ter acesso às principais informações da ferramenta Cockpit por aqui. Confira os destaques da apresentação que compilamos para você.

“Nós tínhamos um problema e todo problema requer uma solução”
Entregar segurança cibernética no setor industrial é algo complexo. Não é possível garantir proteção completa com apenas uma solução mágica. É necessário unir uma série de ferramentas e colher informações de todas elas para que se tenha um volume e uma variedade de dados suficientes para garantir controle dos níveis de segurança no ambiente. Assim surgiu a ferramenta TI Safe Cockpit, que fornece gestão dos riscos das infraestruturas de TO, com mobilidade e de forma instantânea.
“O TI SAFE Cockpit foi criado a partir de uma necessidade dos clientes da ASCI”, disse Menezes, completando que os gestores das empresas atendidas pela ASCI buscavam uma solução para visualizar dados e fazer a gestão de riscos cibernéticos de maneira prática, com mobilidade e em tempo real.
Para executar o Cockpit, a equipe da TI Safe precisou encontrar uma forma para consolidar informações e dados vindos de uma série de ferramentas de segurança, filtrando, armazenando de forma organizada, fazendo análise e exibindo de maneira didática, com uma linguagem padronizada. “O fluxo das informações no Cockpit segue um padrão: coleta de dados das mais diversas origens, gestão, análise e disponibilização na ferramenta Cockpit”, ressaltou Elamir.
Além de consolidar uma enorme gama de informações importantes da infraestrutura de TO do cliente, o Cockpit oferece segurança integrada através de indicadores, centralização das operações de segurança, permite decisões baseadas em dados e ainda oportuniza melhoria contínua dos níveis de segurança cibernética. “Nós conseguimos entregar tudo isso de forma clara e compreensível para colaboradores dos mais diversos níveis da organização”, finalizou Menezes.

Mais detalhes do TI Safe Cockpit
Para que os gestores e as equipes de segurança dos clientes da TI Safe pudessem ter acesso a informações essenciais para fazer a gestão de riscos da planta industrial era preciso, primeiramente, garantir a coleta de uma grande quantidade de dados, das mais diversas origens. Essa fase foi muito importante para compor a base de informações que serviria de insumo para as entregas esperadas com o Cockpit.
Entre as principais fontes de dados, é possível citar controle de maturidade, sistema de tickets, demandas de qualidade, logs da ferramentas de segurança, avaliação das regras de NGFW (firewalls), progresso dos alunos na Academia TI Safe , registros dos ataques cibernéticos do Incident Hub, entre outros. Tudo isso é vinculado a uma base de dados, que será analisada e disponibilizada de forma organizada nos painéis do Cockpit.
A fase de análise é a próxima etapa, na qual há um fluxo pré-estabelecido para gerir os dados coletados. “Na fase de analytics, nós unimos os dados das origens com outras fontes e fazemos uma análise utilizando machine learning, inteligência artificial, etc., para tratar essas informações e posteriormente disponibilizar no Cockpit”, frisou Elamir.
“Uma das funções dessa fase de analytics é a identificação e a geração de alerta de eventos, ou seja, de ataques cibernéticos. Isso é possível graças a todas as bases de dados e de conhecimento que usamos, que nos fornece ainda informações sobre a ameaça que foi detectada, histórico de alertas daquela categoria e formas de mitigação do ataque. Esse alerta chega direto para nossos operadores, que irão atuar naquela demanda”, finalizou.
Informações claras para colaboradores de todos os níveis da empresa
O TI Safe Cockpit engloba informações úteis para os times de diversos níveis: desde o analista de segurança até o conselho diretivo dos nossos clientes. “Consideramos um dos grandes desafios desse projeto conseguir entregar quantidade e qualidade de informações no Cockpit que dialogassem com cada nível funcional”, enfatizou Elamir.
“Os gestores conseguem visualizar e focar, por exemplo, no controle de maturidade, observando algo que ainda não foi implementado, ou no ticket pendente com fator de risco alto de malware. Eles conseguem ver isso, e diversas outras informações com alto nível de detalhamento, por meio da visão executiva do Cockpit, que é a principal tela da ferramenta”, informou Raphael.
O nível de detalhamento do Cockpit é fundamental para a tomada de decisões estratégicas baseadas em dados. “O cliente consegue entender, observando se o seu fator de risco está muito alto, o que ele já implementou de controles por domínio e o que pode melhorar na infraestrutura de segurança para que reduza o fator de risco da planta”, disse Rafael. Com base nos riscos identificados na análise de riscos, o Cockpit ainda faz recomendações de iniciativas e insumos necessários para aumentar o nível de maturidade em segurança cibernética da infraestrutura das empresas.

Como ter acesso ao TI Safe Cockpit
A ferramenta Cockpit faz parte do pacote da ASCI – Assinatura de Segurança Cibernética Industrial, sendo, portanto, exclusividade dos clientes da Assinatura. Não há comercialização do app, uma vez que entre as fontes de dados estão as informações da infraestrutura de TO do cliente. Desta forma, é possível garantir a confiabilidade e a qualidade dos dados coletados.