Ao mesmo tempo que a IA é um importante recurso para proteção dos sistemas, ela também é uma ferramenta poderosa nas mãos dos hackers
Embora o universo corporativo seja o primeiro afetado em casos de ataques cibernéticos, a sociedade acaba, inevitavelmente, sendo atingida com estilhaços de eventos como esses. A rotina das pessoas está, de alguma forma, dependente do universo virtual ou de tecnologias de empresas que estão com dados, informações ou operações conectadas.
Desde serviços de primeira necessidade, como distribuição de energia elétrica ou água, até outros mais específicos, como operações financeiras, construção ou indústrias, todos podem ser alvos de cibercriminosos. Além de afetar de alguma forma o dia a dia da população, ainda causam danos à imagem e à reputação das empresas. Sem contar nos prejuízos do cibercrime, que, até 2025, podem atingir US$ 10,5 trilhões por ano em todo o mundo, segundo a Cybersecurity Ventures.
Diante desse cenário, a Inteligência Artificial tem sido um recurso valioso – e que não para de evoluir. Porém, ao mesmo tempo em que é utilizada pelo segmento de segurança cibernética para desenvolver sistemas e frear as investidas de hackers, também é empregada por eles para tornar os ataques mais sofisticados e complexos.
Inteligência Artificial como aliada da cibersegurança
A IA vem sendo muito utilizada para analisar e detectar ameaças, impedindo o sucesso dos ataques com respostas rápidas ou em tempo real.
As aplicações, que incluem análise de comportamento, de dados e aprendizado de máquina, permitem aos sistemas detectar atividades suspeitas, como acesso não autorizado, uso indevido de informações ou padrões de comportamento malicioso.
A resposta às ameaças também pode ser automatizada pela IA, reduzindo o tempo, o esforço e aumentando a eficiência de especialistas em atividades como bloqueio de endereços maliciosos, isolamento de dispositivos infectados ou priorização de alertas. O sucesso de detecções e respostas pode impedir desde vazamento ou sequestro de dados até a paralisação parcial ou total de operações fundamentais para a rotina das pessoas.
Ainda, a IA pode ajudar a fortalecer os sistemas de segurança, identificando possíveis pontos de vulnerabilidade. Com atividades de simulação e modelagem, é possível prever cenários de risco cibernético e mensurar impactos de eventuais ataques. Desta forma, profissionais conseguem antecipar o desenvolvimento de medidas preventivas ou corretivas.
Exemplo disso é o simulador cibernético Xphir4, desenvolvido pelo setor de P&D da TI Safe. Ele permite a análise do tráfego de rede e da comunicação entre os diferentes setores de uma usina nuclear, possibilitando aprimorar as defesas contra ciberataques com base nos protocolos do simulador. Estudos de caso, homologação de equipamentos, certificações, treinamentos e experimentos digitais também são possíveis com o uso do simulador.
Os desenvolvedores também são beneficiados com a evolução da IA, uma vez que conseguem criar códigos e aplicações mais seguras, tornando os negócios mais seguros também.
O uso mal-intencionado da IA por cibercriminosos
Por outro lado, cibercriminosos também utilizam alta tecnologia para manipular sistemas, criar ameaças e aprimorar cada vez mais os ataques.
A IA tem sido usada para diversas finalidades: criar e-mails e vídeos com rostos falsos, mas que parecem autênticos, códigos maliciosos e até mecanismos com taxas de detecção reduzidas ou que exploram possíveis vulnerabilidades dos sistemas das empresas.
Para se ter uma ideia, de acordo com um relatório da Sophos-Ops, o tempo médio que invasores ficam em redes corporativas sem serem detectados é de oito dias, exceto em casos de ransomware, quando o tempo médio cai para cinco dias. Porém, o comprometimento dos sistemas e recursos operacionais acontece em bem menos tempo: 16 horas já são suficientes, em média, para o sucesso dos hackers.
O Brasil ocupa a primeira posição entre os países mais visados para ataques cibernéticos na América Latina, com quase 68% dos incidentes reportados, de acordo com o relatório X-Force Threat Intelligence Index 2024, da IBM. Nesse cenário, as aplicações de Inteligência Artificial na cibersegurança são um recurso estratégico, pois permitem às empresas melhorar sua eficiência e confiabilidade.
Além disso, a inovação e o desenvolvimento de novas soluções eleva o nível de competitividade e cria novas oportunidades de negócios. A TI Safe é pioneira e líder no Brasil em segurança cibernética industrial. Empresa 100% nacional, atende a mais de 150 clientes da cadeia de suprimentos de nosso país. Está em constante atualização com suas equipes e publicando estudos técnicos, white papers em revistas e jornais científicos, além de livros técnicos sobre o tema cibersegurança industrial.