Em 22 de novembro, o governo lançou texto que determina a proteção de instalações estratégicas e de interesse nacional
No último mês do governo Temer, foi feito um movimento no sentido de promover a segurança de infraestruturas críticas, ou seja, as dos serviços essenciais como energia (petróleo, eletricidade e gás combustível), saneamento básico, telecomunicações, logísticas e transportes, assim como plantas industriais que lidam com produtos químicos.
O presidente, por meio do decreto 9.573, de 22 de novembro, aprovou uma Política Nacional para o setor. O texto determina que os órgãos federais da administração direta, autarquias, fundações e empresas estatais, dependentes de recursos do Tesouro Nacional, incluam em seus planejamentos “ações que concorram para a segurança dessas estruturas”.
Para Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, o Brasil está pelo menos dez anos atrasado em relação aos países de ponta na questão de segurança. Contudo, ele avalia como muito positiva a definição do decreto de onde deverão sair os recursos para projetos deste tipo. “Por enquanto, o que há são apenas diretrizes. A política ainda está em construção. Vamos aguardar”, destaca Branquinho.
Embora a promulgação do decreto seja motivo para celebrar, ainda há um longo caminho a ser percorrido. Ao menos três pontos essenciais da nova lei precisam ser desenvolvidos: A Estratégia Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas, O Plano Nacional e o Sistema Integrado de Dados.
O setor privado já tem se adiantado na proteção dos seus sistemas. Prova disto é que 10 elétricas dos grupos Neoenergia e Energisa, que abastecem cerca de 40 milhões de pessoas nas região norte, nordeste e sudeste, contrataram, este ano, o monitoramento, em tempo real através do ICS-SOC da TI Saf