Ir para o conteúdo
LAB
CLASS
Hub

Setores atendidos

Quem somos

Recursos

Apresentação

Arquivos técnicos

Vídeos

Blog

Fale com um especialista
TI Safe
  • Setores atendidos
  • Quem somos
  • Recursos

    Apresentações

    Arquivos técnicos

    Vídeos

  • Blog
Fale com um especialista

Início / Blog / Quando o ataque vem do parceiro: os riscos da cadeia digital conectada

Quando o ataque vem do parceiro: os riscos da cadeia digital conectada

  • julho 10, 2026
Riscos da cadeia digital conectada

A expansão dos ecossistemas digitais dissolveu o conceito tradicional de perímetro de segurança. Organizações passaram a operar em ambientes cada vez mais interconectados, integrando APIs, serviços em nuvem e diversos recursos de terceiros ao longo de suas operações.  Nesse modelo, a superfície de ataque deixa de ser contorno interno e passa a ser uma rede contínua de dependências digitais.


O ENISA Threat Landscape 2025, publicado pela European Union Agency for Cybersecurity, analisou 4.875 incidentes entre 1 de julho de 2024 a 30 de junho de 2025, destacando o crescimento de ataques que exploram relações de confiança entre organizações e seus ecossistemas digitais. O relatório evidencia que a interconexão entre sistemas cria “cyber dependencies”, que amplificam o impacto de um único ponto comprometido ao longo de múltiplas organizações.

Nesse contexto, o atacante desloca seu foco do ambiente final para os elos intermediários da cadeia, explorando fornecedores e componentes de software que sustentam os processos de desenvolvimento e operação.

Cadeia de suprimentos como vetor de exploração contínua

Os ataques modernos à cadeia de suprimentos evoluíram de comprometimentos pontuais para exploração sistemática da infraestrutura.

Um dos vetores mais relevantes está nos pipelines de CI/CD, onde credenciais, tokens e segredos operacionais circulam entre ferramentas de build, repositórios e ambientes de publicação. O comprometimento desses elementos permite a inserção de código malicioso em aplicações legítimas antes mesmo de sua distribuição.

Em agosto de 2025, foi identificado um incidente no ecossistema npm (node package manager) envolvendo pacotes amplamente utilizados em fluxos de automação de desenvolvimento. O ataque explorou o processo de publicação via pipelines integrados ao GitHub Actions, permitindo a distribuição de versões adulteradas com potencial de exfiltração de credenciais e segredos de desenvolvedores. O impacto não se restringiu ao pacote em si, mas se estendeu a todos os ambientes que consumiam suas dependências de forma automática.

Em junho de 2026, observou-se a continuidade desse padrão com o comprometimento de pacotes publicados sob o namespace @redhat-cloud-services no repositório npm. Após o comprometimento da conta GitHub de um colaborador da Red Hat, versões maliciosas foram distribuídas por meio de dezenas de pacotes amplamente utilizados em ambientes corporativos. Segundo pesquisadores de segurança, os componentes afetados acumulavam cerca de 80 mil downloads semanais e continham um código capaz de coletar credenciais e outros segredos utilizados em ambientes corporativos. O incidente demonstrou como o comprometimento de um único elo da cadeia de desenvolvimento pode ampliar rapidamente o alcance de um ataque para milhares de ambientes dependentes.

Esse padrão ilustra como uma mudança estrutural: o alvo não é mais o sistema em produção, mas o processo que constrói e entrega o software.

Integrações modernas e o problema da confiança implícita

Ambientes digitais atuais operam com integração contínua entre sistemas internos e externos. Essas integrações são baseadas principalmente em APIs (Application Programming Interfaces), que permitem comunicação automatizada entre aplicações e serviços.

Na prática, APIs funcionam como camadas de interoperabilidade entre ecossistemas digitais, viabilizando troca de dados, autenticação e execução de funções sem intervenção humana.

O problema central não está na tecnologia, mas no modelo de confiança associado a ela. Integrações frequentemente operam com credenciais de longa duração e permissões amplas. Isso cria zonas de confiança implícita, onde tráfego legítimo e malicioso coexistem sem diferenciação clara.

Segundo dados do estudo  Cost of a Data Breach Report 2024, da IBM Security, com base em incidentes entre março de 2023 e fevereiro de 2024, violações envolvendo terceiros elevam significativamente o custo médio de incidentes, que ultrapassa US$ 4,88 milhões globalmente. O fator crítico não é apenas financeiro, mas operacional: a presença de múltiplos domínios de responsabilidade aumenta o tempo de detecção e resposta.

O problema não é o parceiro, é a conexão não governada

Um erro recorrente em segurança corporativa é atribuir o risco exclusivamente ao fornecedor. Na prática, o ponto crítico está na forma como a conexão é estabelecida, monitorada ao longo do tempo.

Em ecossistemas maduros, a segurança não depende da confiança no terceiro, mas da capacidade de verificar continuamente seu comportamento e integridade.

Isso exige controles como:

  • governança contínua de identidades e acessos
  • monitoramento comportamental de integrações e terceiros
  • validação contínua de integridade de software e dependências
  • segmentação de ambientes críticos e fluxos de comunicação
  • gestão de risco baseada em relações e dependências digitais

A ausência desses controles cria zonas de ‘confiança implícita persistente’, nas quais acessos permanecem ativos além do necessário e integrações operam sem validação contínua. Esse é o tipo de condição que o modelo Zero Trust busca eliminar ou reduzir ao máximo, uma vez que o seu princípio central é que nenhum usuário, dispositivo, aplicação ou processo deve ser considerado confiável apenas porque já foi autenticado anteriormente ou porque está dentro da rede corporativa.

Segurança de ecossistema e maturidade operacional

A evolução da cibersegurança corporativa exige uma mudança estrutural: abandonar a visão de ativos isolados e adotar um modelo de governança de ecossistema digital. Nesse modelo, fornecedores e integrações digitais passam a ser tratados como uma única superfície de risco interdependente.

Organizações mais maduras têm adotado práticas como:

  • mapeamento contínuo de dependências digitais críticas
  • análise dinâmica de riscos de fornecedores e software third-party
  • monitoramento de integridade dos pipelines de build e distribuição
  • resposta coordenada a incidentes envolvendo múltiplas organizações
  • Integração entre segurança, riscos e governança (GCR) em modelo contínuo

Normas como a ISO/IEC 27036 – 2:2022 estabelecem diretrizes internacionais para a gestão de riscos em relacionamentos com fornecedores ao longo de todo o ciclo de vida da relação, incluindo contratação, operação e descontinuação. Essa abordagem reforça um ponto central: segurança em cadeias digitais não é um evento de auditoria, mas um processo contínuo de governança.

Ataques à cadeia de suprimentos não representam exceções operacionais, mas sim uma consequência direta da complexidade dos ecossistemas digitais modernos. À medida que organizações ampliam sua conectividade, também ampliam sua dependência de terceiros e sua superfície de exposição.

Nesse cenário, a segurança não pode mais ser definida apenas pelo perímetro interno, mas pela capacidade de compreender, monitorar e governar toda a rede de relações digitais que sustenta a operação.

O ataque pode não começar dentro da organização, mas frequentemente termina nela.

Fale com nossos especialistas

A TI Safe atua na proteção de sistemas ciberfísicos (CPS) por meio de seus CPS-SOCs, oferecendo monitoramento contínuo e resposta inteligente a incidentes para ambientes industriais e infraestruturas críticas.

  • Ataques Cibernéticos, cadeia digital, cadeia digital conectada, cibersegurança, segurança cibernética, TI Safe
  • Blog
Compartilhar post:

Leia também:

Vagas de emprego também podem expor sua empresa

Vagas de emprego também podem expor sua empresa: como o OSINT revela informações usadas em ataques cibernéticos

Antes de explorar uma vulnerabilidade ou tentar invadir um ambiente corporativo, muitos atacantes procuram entender melhor o alvo. Tecnologias utilizadas, […]

Leia o artigo
Identificar fraudes

Você reconheceria um golpe digital moderno? Como identificar fraudes que circulam nas ferramentas de trabalho

Até pouco tempo atrás, as principais dicas de segurança cibernética ensinavam os usuários a identificar erros de português, remetentes desconhecidos […]

Leia o artigo
Defesa civil - alerta extremo (misantropia)

Quando o alerta é o ataque: o que o falso aviso da Defesa Civil nos ensina sobre a proteção de sistemas críticos

Na madrugada de 20 de junho de 2026, milhões de brasileiros receberam em seus celulares um alerta extremo da Defesa […]

Leia o artigo
TI Safe

TI Safe protege o que mantém o mundo funcionando com inteligência, contexto e resposta em tempo real.

Contato

+55 (21) 3553-5456

Mais opções de contato

Redes sociais

Linkedin Instagram Flickr Youtube Facebook Slideshare

Institucional

Contato

Página Inicial

Quem somos

Blog

Recursos

Apresentação

Arquivos técnicos

Vídeos

Conheça

Sua empresa está segura?

Vantagens da ASCI para profissionais

Inscreva-se em nossa Newsletter

TI Safe ASCI

Pessoas

Academia

Políticas

Riscos e Conformidade

PSCI

Tecnologias

Segurança de Borda

Proteção de Rede Interna

Segurança de Dados

Controle de Malware

Processos

Laboratório de Segurança

Arquitetura

Monitoramento Contínuo

Inteligência Artificial

© Copyright © 2007-2026 TI Safe - Todos os direitos reservados.

Política de Cookies
Política de privacidade
Direitos autorais
Gerenciar o consentimento
Para fornecer as melhores experiências, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. O consentimento para essas tecnologias nos permitirá processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar negativamente certos recursos e funções.
Funcional Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos. O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
  • Gerenciar opções
  • Gerenciar serviços
  • Gerenciar {vendor_count} fornecedores
  • Leia mais sobre esses objetivos
Ver preferências
  • {title}
  • {title}
  • {title}

Envie uma mensagem