“Para proteger os CPS contra ataques de IA, precisamos de uma metodologia de segurança cibernética com IA”. Essa afirmação, feita por Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, reforça uma limitação já observada nos modelos atuais de defesa: as tecnologias tradicionais não acompanham mais a velocidade e a adaptabilidade das ameaças cibernéticas atuais.
Esses modelos de defesa legados operam com regras estáticas, baixa contextualização e forte dependência de múltiplas ferramentas isoladas e intervenção humana, o que gera impacto direto na capacidade de detecção e resposta e no tempo de exposição ao risco.
Dados recentes do Global Cybersecurity Outlook 2026, relatório do World Economic Forum (WEF), indicam que ataques cibernéticos estão se tornando mais automatizados, escaláveis e rápidos, reduzindo o tempo disponível para as organizações reagirem com detecção e resposta eficientes.
Nesse contexto, a metodologia iCPS Cybersecurity, desenvolvida pela TI Safe, propõe substituir as abordagens predominantemente reativas por um modelo orientado a contexto, a risco e à inteligência. No centro dessa metodologia está a Plataforma Safer, também criada pela TI Safe, que atua como o núcleo cognitivo das operações de segurança cibernética.
Plataforma Safer: arquitetura centrada em inteligência artificial
O Safer é a primeira plataforma de inteligência artificial voltada para segurança de sistemas ciberfísicos. Ela foi concebida para operar com IA no centro da arquitetura da metodologia iCPS Cybersecurity.
Isso significa que todas as decisões, recomendações e respostas são baseadas na análise contínua de dados reais do ambiente da organização.
Inteligência artificial como núcleo da solução
Na prática, a Plataforma Safer consolida, por meio de inteligência artificial, o contexto operacional do cliente, que inclui:
- Informações de negócio e processos críticos.
- Resultados de auditorias e avaliações de risco.
- Políticas e procedimentos de segurança.
- Logs, eventos e incidentes.
- Configurações de tecnologias de segurança.
- Dados de firewalls, EDR, SIEM e sistemas de tecnologia operacional (TO).
- Interações e treinamentos de usuários.
Essa integração forma um repositório inteligente e exclusivo para a organização, continuamente alimentado por todas as ações realizadas no ambiente.
A implicação prática é direta: a análise de segurança deixa de ser genérica e passa a ser baseada em dados do contexto operacional, considerando o impacto real de cada evento no negócio, possibilitando:
· Eliminar visões fragmentadas do ambiente.
· Correlacionar eventos com base no contexto e na criticidade.
· Identificar rapidamente onde está o problema e qual o seu impacto operacional.
Motor de análise de riscos com IA
A Plataforma Safer atua como um motor de análise de riscos, pois opera continuamente a partir dos dados coletados. Esse motor aplica critérios objetivos, priorizando:
- Criticidade do ativo afetado.
- Impacto potencial no negócio.
- Probabilidade de exploração da vulnerabilidade.
O modelo reduz o volume de falsos positivos, um dos principais problemas dos SOCs tradicionais. Em vez de alertas massivos e pouco relevantes, a plataforma gera recomendações priorizadas e acionáveis.
Testes conduzidos em ambientes simulados no TI Safe LAB, com redes de diversos segmentos críticos, demonstraram reduções significativas em métricas operacionais, o que indica ganho direto na eficiência operacional e na capacidade de resposta:
- Redução de 76% no tempo médio de detecção (MTTD).
- Redução de 73% no tempo médio de resposta (MTTR).
- Redução de 62% na taxa de falsos positivos.
- Aumento da acurácia de detecção em 12 pontos percentuais.
Orquestração de resposta a incidentes
Outra funcionalidade central da Plataforma Safer é a orquestração de resposta a incidentes. Ela executa playbooks padronizados e permite ações coordenadas entre diferentes tecnologias de segurança.
Na prática, isso significa:
- Automatização de respostas para cenários recorrentes.
- Execução de ações simultâneas em múltiplos sistemas.
- Redução da dependência de intervenção manual em situações críticas.
Além da automação, a plataforma suporta respostas assistidas por especialistas, garantindo que decisões mais complexas possam ser avaliadas com apoio humano. A consequência direta é a redução do tempo de contenção de incidentes, um fator complexo em ambientes industriais e de infraestruturas críticas.
Base para governança e conformidade
A Plataforma Safer também atua como uma base estruturada de governança. Todas as ações, eventos e decisões são registrados de forma padronizada, gerando evidências auditáveis.
Isso permite:
- Atendimento a normas como IEC 62443, NIST e requisitos regulatórios nacionais.
- Gestão contínua de riscos e indicadores de segurança.
- Suporte a auditorias com dados consolidados e rastreáveis.
Em ambientes regulados, essa funcionalidade reduz o esforço manual de coleta de evidências e aumenta a confiabilidade das informações apresentadas.
Jornada contínua: do entendimento à resposta
A operacionalização dos processos de segurança cibernética, conduzidos pela Plataforma Safer dentro da metodologia iCPS Cybersecurity, organiza a segurança em três etapas contínuas:
1. Entendimento da operação
Inclui mapeamento de processos, redes, ativos e obrigações regulatórias. A análise de impacto no negócio (BIA) permite priorizar o que realmente importa.
2. Avaliação de riscos
Relaciona vulnerabilidades, ameaças e controles existentes para identificar riscos operacionais reais em redes e ativos. Cada risco identificado é associado a um plano de ação.
3. Continuidade operacional
Abrange monitoramento contínuo, investigação de incidentes e resposta. A IA reduz o tempo de análise e direciona as equipes para ações relevantes.
Evolução do SOC: de reativo para preditivo e proativo
A Plataforma Safer representa um modelo de Next Generation SOC, caracterizado por:
- Operação orientada a contexto e risco.
- Uso intensivo de inteligência artificial como um “copiloto” do analista da empresa.
- Correlação inteligente com múltiplas fontes.
- Detecção baseada em comportamento.
- Resposta automatizada e orquestrada.
- Operação de segurança cibernética proativa e preditiva, que pode ser feita pela equipe do cliente ou assistida pelos especialistas da TI Safe.
Além disso, nos SOCs tradicionais, a escalabilidade depende do aumento de equipe, o que eleva custos e limita eficiência. No modelo baseado na Plataforma Safer, a escalabilidade ocorre por meio de inteligência e automação, reduzindo a necessidade de expansão proporcional de recursos humanos.
Solução integrada
“Uma solução integrada de cibersegurança para proteção de sistemas ciberfísicos (CPS) em ambientes críticos”. Assim pode ser resumida a definição da Plataforma Safer, cuja aplicação é voltada para ambientes que integram TI, TO, IoT e nuvem e, por consequência, apresentam maior superfície de ataque e maior impacto potencial em caso de incidente.
O Safer é capaz de entregar:
- Detecção precoce de ameaças em sistemas ciberfísicos
- Resposta automatizada com menor impacto operacional
- Conformidade contínua com foco em contexto
Quando implementada no ambiente do cliente e operando com CPS-SOC 24 x 7, garante:
- Resiliência operacional
- Governança em tempo real
- Continuidade do negócio
Além disso, a arquitetura de implantação, que é feita onsite, em zona dedicada e isolada, reduz riscos de interferência no ambiente produtivo e mantém o princípio de mínimo privilégio. Sem exposição à internet ou a ambientes externos, é possível mitigar o risco de Shadow IA.
Conheça de perto a Plataforma Safer
Diante da evolução das ameaças cibernéticas, a adoção de plataformas cognitivas deixa de ser uma opção tecnológica e passa a ser um requisito para manter a resiliência operacional em ambientes críticos.
Nesse contexto, a Plataforma Safer se consolida como um modelo operacional eficiente e alinhado às exigências atuais de cibersegurança, uma vez que combina a consolidação de dados, análise contínua com IA, automação de resposta e governança integrada.
Fale com um de nossos especialistas e entenda como a Plataforma Safer pode ajudar a transformar dados dispersos em decisões baseadas em contexto, risco e impacto no negócio.