Danos físicos, paralisações de sistemas inteiros, perda de dados sensíveis: as consequências de ataques cibernéticos a infraestruturas críticas podem ser destrutivas. No entanto, as motivações para as investidas vão além de recompensas financeiras, obtidas por meio de extorsão digital, como ataques de ransomware e fraudes, mas também envolvem espionagem estratégica, sabotagem de operações essenciais e até interesses geopolíticos, com o objetivo de desestabilizar serviços, governos e economias.
Conheça alguns dos principais ataques direcionados a infraestruturas críticas que foram além de interesses financeiros:
Rede elétrica na Ucrânia (UA)
Por dois anos consecutivos (dezembro de 2015 e dezembro de 2016), hackers conseguiram desligar subestações de energia na Ucrânia, deixando milhares de pessoas sem eletricidade. Os invasores infectaram sistemas SCADA, assumiram o controle remoto e alternaram de automático para manual, exigindo intervenção física para restaurar o serviço. A ação foi motivada por instabilidade geopolítica e demonstração de poder cibernético.
As invasões evidenciaram as vulnerabilidades das infraestruturas críticas da Ucrânia, especialmente no contexto de uma guerra híbrida com a Rússia, que combina ataques cibernéticos a operações militares convencionais.
SolarWinds Corporation (EUA)
A SolarWinds Corporation, empresa americana líder em software de observabilidade, gerenciamento de rede, infraestrutura de TI e banco de dados, sofreu, em 2020, um ataque à cadeia de suprimentos de software Orion. Os invasores comprometeram atualizações do sistema, distribuindo um código malicioso para milhares de organizações. O cibercrime, amplamente atribuído a hackers ligados ao serviço de inteligência russo, objetivou a coleta de dados sensíveis para espionagem estratégica de longo prazo.
Saudi Aramco (SAU)
Uma planta petroquímica operada pela Saudi Aramco, na Arábia Saudita, foi alvo, em 2017, do malware TRITON (também conhecido como Trisis), desenvolvido para comprometer sistemas industriais de segurança (Safety Instrumented Systems – SIS). Esses sistemas, responsáveis por prevenir acidentes, como explosões e vazamentos, utilizavam controladores da Schneider Electric.
Embora o incidente não tenha causado danos físicos, ele levou ao desligamento da operação e acendeu um alerta global, ao demonstrar que invasores conseguiram acessar e potencialmente manipular mecanismos projetados justamente para proteger a planta.
O ataque é atribuído a um grupo com possível apoio estatal e teve como principal motivação a sabotagem, com potencial para causar danos físicos graves. Autoridades dos Estados Unidos apontaram o envolvimento de grupos ligados à Rússia, com indícios de tentativa de provocar explosões nas instalações.
Centro Nacional de Pesquisa Nuclear da Polônia (POL)
O Centro Nacional de Pesquisa Nuclear da Polônia (NCBJ) foi alvo de uma tentativa de ataque cibernético que tinha o propósito de comprometer processos produtivos, operacionais ou de pesquisa. No entanto, a investida foi frustrada, sem quaisquer danos aos sistemas ou interrupção das atividades. O incidente no centro nuclear ocorreu cerca de dois meses após um ataque cibernético à rede elétrica polonesa, também atribuído a um grupo russo. Na ocasião, a ação maliciosa resultou em danos permanentes, evidenciando um cenário de crescentes ameaças à infraestrutura crítica do país.
Ataques cibernéticos com motivações geopolíticas tendem a se tornar cada vez mais frequentes e difíceis de detectar, uma vez que são conduzidos de forma altamente sofisticada, muitas vezes com o uso de inteligência artificial para automatizar etapas do ataque, aumentar a precisão das investidas, acelerar a exploração de vulnerabilidades e tornar as ações furtivas e adaptativas dentro das redes.
Para proteger plantas industriais de ciberataques que visam, além de ganhos financeiros, espionagem estratégica, interrupção de operações, sequestro de dados e até mesmo sabotagens com danos físicos, é essencial adotar uma abordagem preditiva, com monitoramento contínuo, inteligência de ameaças e segmentação de redes industriais (TI e TO).
A TI Safe é especialista no desenvolvimento e implantação de projetos de cibersegurança industrial com foco na proteção de operações essenciais contra ataques digitais, incluindo ameaças potencializadas por inteligência artificial, com contexto operacional e resposta em tempo real. Fale conosco e saiba como fortalecer a resiliência cibernética da sua operação, reduzindo riscos e garantindo a continuidade dos processos em infraestruturas críticas.