De acordo com a ENISA (Agência da União Europeia para Cibersegurança), os ataques cibernéticos a infraestruturas críticas aumentaram mais de 60% entre 2022 e 2024 na Europa. Energia, saúde, transporte e saneamento estão entre os setores mais atingidos.
Para 2025, o setor de saneamento deve ficar em alerta, segundo autoridades europeias, especialmente devido aos sistemas e infraestruturas envelhecidos e baixos investimentos em cibersegurança.
Nos Estados Unidos, o governo, por meio da CISA (Cybersecurity & Infrastructure Security Agency), FBI (Federal Bureau of Investigation), NSA (National Security Agency) e Departamento de Defesa, emitiu um comunicado direcionado às empresas ligadas aos setores de infraestruturas críticas, alertando sobre os riscos relacionados às ciberameaças.
A preocupação do governo americano é com o atual cenário geopolítico, que pode ser um motivador de ofensivas cibernéticas a setores essenciais. Os hackers tendem a explorar sistemas desatualizados, legados, com falhas ou mal configurados.
No Brasil, o cenário também é preocupante. Nosso país concentra, há alguns anos, o maior percentual de tentativas de ataques cibernéticos da América Latina. Em 2024, foram 356 bilhões de atividades maliciosas detectadas; no primeiro semestre de 2025, mais de 314 bilhões de tentativas já foram registradas, o que coloca o Brasil em alerta, dado o volume e a complexidade dos ataques.
Não há números recentes em relação à quantidade de ciberataques a infraestruturas críticas em nosso país, sendo os últimos de 2023, quando houve 61 ataques, de acordo com a Palo Alto Networks.
Porém, outro relatório, da Fortinet, divulgado em julho de 2025, apontou que quase metade das indústrias da América Latina foi alvo de ataques cibernéticos contra estruturas de Tecnologia Operacional (TO) em 2024. O relatório destaca ainda o considerável tempo de recuperação das empresas após sofrerem um ataque – que seria de “vários dias” para retomar as operações normalmente.
Proteger as infraestruturas críticas é vital
O cenário descrito acima reforça a urgência de estratégias integradas e contínuas de cibersegurança nas operações de infraestruturas críticas. O papel vital que representam para a sociedade e para setores que precisam de serviços essenciais evidencia que, muito mais do que uma questão técnica, a proteção das redes operativas deve ser uma prioridade estratégica.
Se comprometidos por um ataque cibernético, setores como energia, água, comunicações, transporte, segurança pública, saúde e outros, podem gerar fortes impactos sociais, econômicos, humanitários e, até mesmo, dependendo da proporção, na estabilidade de um país.
Medidas de segurança cibernética para infraestruturas críticas
De acordo com o relatório Tendências em Cibersegurança 2025, o uso malicioso da inteligência artificial e tecnologias operacionais para ataques a infraestruturas críticas são uma grande preocupação no presente e no futuro próximo.
Embora os ataques sejam de origens e tipos diferentes, a lógica é a mesma: os hackers identificam vulnerabilidades, que podem ser desde sistemas desatualizados a falhas humanas, e por meio delas, causam danos operacionais e financeiros.
A TI Safe tem mais de 18 anos de história voltados à cibersegurança de sistemas ciberfísicos, como redes de energia, siderúrgicas, plataformas petroquímicas, usinas, sistemas de saneamento, entre outras infraestruturas críticas.
“Para fortalecer a resiliência, garantir a proteção das infraestruturas críticas e assegurar a continuidade das operações, especialmente com o aumento da sofisticação das ameaças, são necessárias ações integradas que passam por tecnologia, processos e pessoas”, ressaltou Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe.
Adotar uma postura proativa é o caminho, investindo em políticas de prevenção, planos de resposta rápida para eventuais incidentes, segurança em camadas, simulações constantes, backup seguro, além de formação e conscientização das equipes, somando boas práticas, bons profissionais e ferramentas adequadas. Outra iniciativa fundamental é a implementação do modelo de Zero Trust, que assume que nenhum usuário ou dispositivo deve ser automaticamente confiável.
Para proteger infraestruturas críticas dos riscos crescentes provenientes da integração de tecnologias aos sistemas operacionais e reduzir a exposição aos perigos do ambiente cibernético, entre em contato com a TI Safe para ter acesso a uma abordagem estratégica, segmentada e específica para as suas redes operativas. Fale com nossos especialistas e saiba mais.