De acordo com a organização americana Food and Ag-ISAC (Centro de Compartilhamento e Análise de Informações sobre Alimentos e Agricultura), os ataques cibernéticos no agronegócio, especialmente os do tipo ransomware, têm aumentado significativamente.
Em 2024, os incidentes aumentaram cerca de 25% (em relação a 2023) e, somente no primeiro trimestre de 2025, o número de violações mais que dobrou em comparação ao mesmo período do ano passado. Outra estatística de destaque em relação ao ransomware é que esse tipo de ameaça foi responsável por mais de 50% de todos os incidentes cibernéticos no agronegócio em 2025.
Agronegócio é gigante, mas precisa modernizar seus sistemas de defesa
O faturamento do agronegócio brasileiro foi de R$ 2,72 trilhões em 2024, de acordo com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). As exportações representaram US$ 164,4 bilhões, um crescimento de 4,6%, demonstrando a grande representatividade do setor para a economia do país e para a população do mundo inteiro.
Em contrapartida, as informações da organização Food and Ag-ISAC evidenciam a necessidade de medidas preventivas mais robustas para reduzir a vulnerabilidade do agronegócio frente aos ataques cibernéticos.
A obsolescência ou até mesmo a falta de sistemas de gestão e defesa apropriados para os desafios da segurança cibernética na atualidade são algumas das razões para essa vulnerabilidade. Outro agravante é o fato do setor trabalhar com processos just-in-time e prazos rígidos, potencializando os efeitos e as perdas de uma possível paralisação provocada por ataques cibernéticos.
Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da produção, dos serviços e da indústria do agronegócio têm sido otimizado por meio de tecnologias, como sistemas robóticos, dispositivos conectados à nuvem, drones, ferramentas de inteligência artificial e Internet das Coisas (IoT). Essa modernização é necessária e traz muitos benefícios, mas apresenta seus riscos para a continuidade operacional do setor se não for seguida por investimentos em soluções específicas de segurança cibernética.
Por que e como proteger o agronegócio
Ataques cibernéticos no agronegócio podem causar grandes e duradouros impactos em um setor que é essencial para a manutenção da segurança alimentar mundial. Ao afetar sistemas automatizados, violações podem interromper o funcionamento de máquinas, comprometer lavouras, produções industriais e armazenamento de produtos, causando prejuízos financeiros que vão desde perda de produção, custos com recuperação, pagamento de resgates e até mesmo com rompimento com clientes e danos à reputação do negócio.
Exemplos reais de ciberataques no agronegócio não faltam, como o ocorrido em fazendas do norte de Israel em 2023, que comprometeu os sistemas de irrigação automatizados, ou o ataque de ransomware sofrido pela Blue Yonder, em 2024, uma provedora de tecnologia de cadeia de suprimentos, que interrompeu as operações de clientes como Starbucks, Morrisons e Sainsbury’s.
Investir em medidas preventivas e adotar boas práticas de segurança cibernética é, portanto, o melhor caminho para evitar danos operacionais, financeiros e de credibilidade no agronegócio. Entre as medidas básicas, estão:
- Manter sistemas e softwares atualizados com os patches de segurança mais recentes;
- Realizar backups regulares das informações críticas, armazenando-os em locais seguros e fora da rede principal;
- Utilizar antimalware, firewalls e autenticação em dois fatores para proteger o acesso a dados e sistemas;
- Utilizar senhas fortes, especialmente em dispositivos de IoT, realizando atualizações constantes e segmentação de rede;
- Garantir treinamento e conscientização das equipes para que saibam identificar tentativas de fraude, como e-mails de phishing.
Por fim, é fundamental contar com o apoio de empresas especializadas em segurança cibernética para garantir a aplicação de soluções robustas, monitoramento constante e respostas rápidas a qualquer incidente. A TI Safe, com sua metodologia CPS.SecurityFramework® e uma equipe de especialistas qualificados, atende a diversos clientes do agronegócio, oferecendo segurança cibernética por meio de tecnologias que impulsionam a agricultura do futuro e protegem a inovação no campo.