Conheça os benefícios e os principais desafios da estratégia
O princípio da presunção de inocência é um conceito jurídico universal que determina que todos são considerados inocentes até que a sua culpa seja provada. No universo da cibersegurança não é exatamente assim que funciona, não é mesmo?
O modelo Zero Trust, criado pelo especialista John Kindervag em 2010, assume como base que nenhum usuário é confiável para acessar um recurso até que sua identidade e autorização sejam verificadas. Esse princípio se aplica a todos os dispositivos conectados, geralmente por uma rede privada, incluindo também pessoas ou pontos extremos fora dos perímetros da rede.
A necessidade de aplicação do modelo de segurança Zero Trust se intensificou com o avanço da tecnologia e da conectividade, considerando a complexidade das redes corporativas, a integração de serviços em nuvem e o aumento do trabalho remoto.
A implantação da medida faz parte da política de segurança em companhias de diversos segmentos, visando a proteção das infraestruturas contra invasões de cibercriminosos. De acordo com um relatório divulgado pela Gartner, 60% das grandes empresas pretendem adotar uma estratégia de Zero Trust até o final de 2025. Um estudo da consultoria Forrester mostra que 74% das empresas globais que adotaram o conceito tiveram melhoras significativas na segurança cibernética de suas operações e redução notável nas violações de dados.
Quais os benefícios do modelo Zero Trust?
A capacidade de minimizar os riscos de ataques cibernéticos e violação de dados é um dos principais ganhos atribuídos à estratégia Zero Trust, uma vez que, para o resguardo das informações do sistema e de recursos críticos, a abordagem não credita confiança a nenhum acesso.
A estratégia combina análise, filtragem e registro para verificar o comportamento de usuários e dispositivos requisitantes, observando continuamente sinais de comprometimento nos processos. Dessa forma, os componentes da arquitetura Zero Trust oferecem diversas vantagens para a proteção dos ecossistemas, tais como:
- Redução na complexidade da arquitetura de segurança: centralizando políticas e controles, o modelo Zero Trust simplifica a gestão de segurança e reduz a necessidade de múltiplas soluções isoladas.
- Políticas de segurança regulares: proporciona acesso seguro a aplicações para funcionários e parceiros, com regras consistentes baseadas em identidade, contexto e nível de risco.
- Mitigação proativa de ameaças legadas: monitoramento contínuo do ambiente, identificando comportamentos fora do padrão e bloqueando acessos suspeitos antes que causem danos.
- Proteção dos dados dos usuários, independente de onde estejam: garante a segurança das informações mesmo em ambientes híbridos ou remotos, validando cada solicitação de acesso em tempo real.
Desafios para implementação da arquitetura Zero Trust
Mesmo com a evidência de tantos benefícios, a aplicação do modelo de segurança Zero Trust pode ser desafiadora para muitas empresas, considerando que a configuração dos novos componentes envolve:
- Redefinição da arquitetura existente, um processo complexo e demorado.
- Integração de tecnologias, exigindo ajustes técnicos e operacionais significativos.
- Investimento financeiro, dada a necessidade de recursos para adesão e manutenção de tecnologias e ferramentas.
- Treinamento dos profissionais, que devem estar atualizados com as melhores práticas e as ferramentas adequadas.
A TI Safe conta com um time de especialistas preparados para apoiar sua empresa em todas as etapas da jornada Zero Trust, do diagnóstico inicial até a implementação e operação contínua.
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