De acordo com a última edição do Índice Global de Segurança Cibernética 2024 (Global Cybersecurity Index – GCIv5), publicado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), o Brasil é o segundo país das Américas com maior índice de maturidade cibernética.
O país vem evoluindo no índice nos últimos anos: em 2018, era o sexto colocado e em 2021 (edição mais recente antes da publicação de 2024), o terceiro, evidenciando os esforços para avançar no desenvolvimento da área de cibersegurança.
Avanços em segurança cibernética
Entre os fatores que contribuíram para a melhora da posição do Brasil no ranking estão:
- Publicação da Política Nacional de Cibersegurança (PNCiber).
- Criação do Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber).
- Adesão do Brasil à Convenção de Budapeste (tratado internacional para combate a crimes cibernéticos).
- Programa Hackers do Bem (curso gratuito de capacitação profissional em cibersegurança).
- Atos de Certificação da Anatel com requisitos mínimos de segurança cibernética e edição do Guia Orientativo de Segurança Cibernética para Prestadoras de Serviços de Telecomunicações – Nível Básico.
As iniciativas foram desenvolvidas com base nos 5 pilares avaliados no Índice de Segurança Cibernética da UIT: medidas legais, medidas técnicas e procedimentais, estruturas organizacionais (governança), capacitação e conscientização e, por fim, cooperação internacional.
Ameaças cibernéticas continuam em alta
A boa colocação do Brasil no Índice Global de Segurança Cibernética 2024 é uma indicação dos esforços em termos de regulamentações e programas implementados pelo país para frear o aumento constante dos ataques cibernéticos.
Contudo, os números mostram que é necessário ir além. De acordo com o relatório da Check Point Research (CPR), o Brasil registrou 21% a mais de ciberataques no primeiro trimestre de 2025 (em relação ao mesmo período de 2024). Esse percentual corresponde a uma média de 2.667 ciberataques semanais por organização, número que coloca o país como um dos mais visados da América Latina.
Essas estatísticas, somadas ao crescente uso de aplicações de inteligência artificial para elevar a sofisticação dos ataques hackers, evidenciam a urgência da implementação e atualização de medidas de segurança cibernética por parte das organizações.
Aumentar a maturidade cibernética é preciso
Reforçar as estratégias de prevenção, detecção, contenção e resposta aos incidentes é lição de casa básica para organizações que queiram proteger dados e infraestruturas contra ataques cibernéticos. Conquistar a maturidade em segurança cibernética vai além da preparação técnica, mas envolve uma visão completa de recursos, abrangendo três pilares:
- Pessoas: aprimorando a qualificação das equipes, combinando treinamento em segurança cibernética e práticas eficazes de governança e gestão de riscos;
- Processos: integrando monitoramento contínuo, laboratório de testes, arquitetura avançada e inteligência artificial para antecipar e neutralizar ameaças de forma eficaz;
- Tecnologias: fortalecendo as infraestruturas com as mais avançadas tecnologias de segurança cibernética, assegurando a proteção efetiva contra ameaças digitais, especialmente em ambientes críticos.
A TI Safe, referência na proteção de ambientes industriais, IoT e infraestruturas críticas, com mais de 18 anos de experiência, atua justamente com essa abordagem: proteção completa, personalizada e soluções voltadas para elevar a maturidade em segurança cibernética das redes operativas de seus clientes. Além de garantir a conformidade com as rigorosas normas regulatórias, o objetivo da TI Safe é fortalecer a resiliência e melhorar a continuidade das operações.