Confira os destaques da palestra apresentada por Marcelo Branquinho no UTCAL Summit 2025.
Segundo um levantamento realizado pela Statista, plataforma global de dados e inteligência de negócios, os dispositivos de IoT devem quase dobrar até 2030, chegando a 32,1 bilhões de equipamentos ativos em diversos setores.
De acordo com a pesquisa, a indústria mundial já abarca atualmente mais de 100 milhões de dispositivos IoT para operações de infraestruturas críticas, tais como redes de energia, abastecimento de água, transporte, entre outras, além de gestão de resíduos, varejo e atacado, armazenamento e sistemas governamentais.
O crescimento de dispositivos IoT no mercado consolida uma nova era da tecnologia e da cibersegurança – essencial para resguardar o alto volume de dados armazenados nas redes. Diferentemente dos ICS (sistemas de controle industrial), o modelo CPS (sistemas ciberfísicos) consiste no encontro de infraestruturas físicas com arquiteturas digitais, aumentando significativamente os pontos de entrada para possíveis ataques.

Os impactos dessa evolução e a aplicação de soluções de cibersegurança escaláveis e especializadas para o modelo CPS foram temas da palestra realizada por Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, no UTCAL Summit 2025, em 9 de abril, na Barra da Tijuca (RJ). No evento, gestores e especialistas da área exploraram os principais protocolos, conceitos e vulnerabilidades das conexões.
“Apesar de todos os benefícios associados – como automação para ganho de eficiência, flexibilidade e escalabilidade operacional – os CPS tornam o mundo mais frágil. São ‘infinitos’ protocolos, aplicações e dispositivos conectados, o que significa também ‘infinitas’ possibilidades de ataques. A facilitação de invasões a dispositivos de infraestrutura de medição avançada (AMI) são um exemplo disso. Há diversas literaturas de ataques disponíveis e é possível encontrar até mesmo vídeos com cursos completos no YouTube”, destacou Marcelo Branquinho.
Durante o evento, o especialista exemplificou ainda a vulnerabilidade dos projetos Self-Healing, adotados pelo setor elétrico para detectar falhas em determinada seção da rede de distribuição e executar manobras para o isolamento do trecho do circuito afetado, configurando-o automaticamente, caso necessário. “Os projetos de Self-Healing têm como base a instalação de sensores, com sistemas computadorizados, em postes de energia. Todos eles possuem um IP e estão conectados à rede – seja via 5G ou LoRa, representando portas gigantescas de entrada para ataques”, explicou.
Ataques impulsionados por inteligência artificial
O desenvolvimento de aplicações baseadas em Inteligência Artificial (IA) cresce concomitantemente à expansão dos dispositivos de IoT e à adesão de utilities pela indústria. Como uma faca de dois gumes, ao passo que a IA aprimora a eficiência operacional de infraestruturas autônomas – contribuindo com a redução de custos, previsão de falhas e otimização de recursos -, a tecnologia também potencializa os ataques aos CPS. “Todas as etapas de um ciberataque podem incorporar uma engenharia de IA para que eles se tornem ainda mais potentes, desde a identificação de vulnerabilidades até a evasão de defesas tradicionais, com ataques mais rápidos, personalizados e difíceis de detectar”, alertou Branquinho.
Um estudo publicado pela Cornell University, em janeiro deste ano, destaca o uso de algoritmos de Inteligência Artificial (IA) para a produção de ataques cibernéticos inteligentes em redes operativas (TO) e aponta o desenvolvimento de ferramentas, baseadas em IA, capazes de automatizar testes de penetração em redes corporativas (TI).
Com isso, a implantação de medidas de cibersegurança específicas, abarcadas com Inteligência Artificial e com foco no modelo CPS, é essencial para um plano de proteção efetivo. “Estamos vivendo um momento de virada de chave, em que as tecnologias que implementamos para proteger as redes estão rapidamente se tornando obsoletas. E precisamos continuar nessa briga para conseguir manter a proteção” , pontua o CEO.
Durante sua apresentação, Marcelo Branquinho abordou ainda o processo de mudança da TI Safe, que até o ano passado tinha foco no desenvolvimento de aplicações integradas a sistemas ICS e, ao longo de 2025, deve se especializar ainda mais em estratégias de cibersegurança otimizadas para modelos de CPS: “Estamos começando a montar agora um laboratório de IoT para testar novos equipamentos. É todo um preparo. Vamos levar o ano inteiro nesse processo, porque é algo essencialmente diferente”, conta.
ASCI: Solução completa para a proteção de sistemas industriais e utilities
Há 18 anos no mercado brasileiro de cibersegurança, a TI Safe destaca a Assinatura de Segurança Cibernética de Infraestrutura como uma solução completa para proteger, de forma personalizada e definitiva, as redes operativas e corporativas das organizações.
“Quando visito as empresas, costumo dizer: se você é uma distribuidora de energia, foque em fazer bem a distribuição de energia, porque da sua segurança a gente cuida. Temos tudo o que você precisa, desde a parte de governança até as tecnologias mais avançadas. Contamos com uma rede de CPS-SOCs espalhada pelo Brasil, monitorando 24×7, e com a maior equipe de cibersegurança da América Latina. Além disso, seguimos uma rotina contínua de melhorias na planta para elevar o nível de maturidade cibernética na organização”, destacou Branquinho.

A TI Safe protege operações essenciais contra ameaças digitais, com soluções alinhadas às normas IEC 62443, NIST CSF e IoT Frameworks, garantindo conformidade e mitigação de riscos. Clique aqui, fale com o nosso time de especialistas e saiba mais!