Companhias vítimas de ciberataques contabilizam danos financeiros milionários que, muitas vezes, comprometem a continuidade dos negócios.
As consequências de ataques cibernéticos, principalmente aqueles direcionados a infraestruturas críticas, além de impactarem clientes e a população atendida pelos serviços, incluem grandes prejuízos financeiros. Os custos vão de gastos com processos por vazamento de dados a multas por violação de regulamentações, perda de receita devido à interrupção das operações e, em alguns casos, o pagamento do resgate aos atacantes.
Segundo um estudo realizado pela IBM, em parceria com o instituto de pesquisas Ponemon, as despesas com vazamentos de dados e ataques cibernéticos para organizações brasileiras alcançaram o valor de US$ 1,36 milhão de dólares por empresa, em 2024 – aumento de 11,5% em relação a 2023. Nos Estados Unidos, as perdas somaram cerca de US$ 9,36 milhões.
A pesquisa avaliou os impactos sofridos por 604 companhias, em 16 países, durante aproximadamente um ano (março de 2023 a fevereiro de 2024), e registrou o custo médio de US$ 4,9 milhões por violação de dados. Esses números representam crescimento de 10% em relação ao ano anterior.
A análise destaca, ainda, que empresas dos setores de saúde e serviços são as mais oneradas por ciberataques. No Brasil, o custo médio por ciberataque no segmento da saúde foi de R$ 10,46 milhões. Já no setor de serviços, o valor médio alcançou R$ 8,82 milhões.
Ataque à National Public Data (EUA)
Após uma violação de dados, ocorrida no final de 2023, A National Public Data (NPD), uma das maiores empresas de verificação de antecedentes dos EUA, entrou com pedido de falência. Na época, os hackers acessaram o banco de dados e vazaram em fóruns da dark web milhões de registros confidenciais, incluindo números de previdência social, datas de nascimento e outros dados sensíveis, gerando inúmeros processos de ação coletiva e investigações de mais de 20 procuradores estaduais e reguladores federais.
Alegando não gerar receitas ou ter ativos suficientes para suportar os custos gerados pelo ataque, a empresa controladora da NPD formalizou o processo judicial para o encerramento das atividades.
Invasão ao site da Americanas (Brasil)
Em fevereiro de 2022, a Americanas divulgou o prejuízo de R$ 923 milhões devido a um ciberataque que impediu o funcionamento do e-commerce por cinco dias. O valor é referente às vendas não realizadas durante o período, com base no ritmo de compras registrado no trimestre. Após a invasão, a empresa contratou especialistas em segurança cibernética para investigar e mitigar o incidente.
Paralisação da Ethypharm (França e Reino Unido)
Cerca de 50% das vendas da farmacêutica francesa Ethypharm foram afetadas em decorrência de um ciberataque registrado no ano passado. O crime digital paralisou as operações da companhia na França e no Reino Unido. O impacto financeiro fez com que a Moody’s, agência de classificação de risco que avalia a capacidade de crédito de países e empresas, rebaixasse a perspectiva da organização de estável para negativa, afetando a capacidade de negócios da companhia, bem como a sua credibilidade no mercado.
Ataque de ransomware à Colonial Pipeline (EUA)
Considerado um dos maiores incidentes cibernéticos registrados contra infraestruturas críticas, o ataque de ransomware sofrido pela Colonial Pipeline – responsável por um dos mais importantes oleodutos dos Estados Unidos – interrompeu o fornecimento de combustível no sudeste dos Estados Unidos, em maio de 2021. A investida dos cibercriminosos aconteceu a partir de um sistema antigo de rede privada virtual (VPN) que não possuía autenticação com múltiplos fatores.
Para a restauração dos sistemas, a companhia pagou cerca de US$ 4,4 milhões aos atacantes. E as perdas não pararam por aí, já que a empresa também arcou com os custos para recuperar os danos à reputação, além dos impactos na receita.
Como mitigar os prejuízos de ataques cibernéticos?
O treinamento contínuo das equipes de cibersegurança, bem como a adoção de uma postura proativa em relação à segurança digital, são exemplos de medidas enfatizadas por especialistas da área para moderar vulnerabilidades e mitigar os prejuízos causados por ataques cibernéticos e vazamento de dados.

“Muitos gestores ainda não entenderam que suas empresas podem ficar fora do mercado e ver suas ações reduzidas a pó por conta de um ataque cibernético”, alerta Thiago Branquinho – CTO da TI Safe.
Na pesquisa realizada pela IBM, citada anteriormente, os EUA, apesar de ocuparem o primeiro lugar no ranking dos países com maior prejuízo financeiro devido a ciberataques, teve um recuo de 1,27% nas perdas em 2024, comparado ao ano anterior. A empresa informou que a redução dos gastos é um reflexo dos programas de treinamento implantados e da adesão à Inteligência Artificial (IA) para prevenção e rastreio de ameaças.
Um plano de cibersegurança bem estruturado pode evitar danos milionários e garantir a continuidade das operações. Quer saber como implantar uma solução completa e personalizada para a proteção de dados em infraestruturas críticas?
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