CEO da TI Safe ressalta a importância da atuação de ICS-SOCs e medidas para prevenção de incidentes em infraestruturas críticas
Na manhã desta sexta-feira (19), o mundo foi impactado por um ‘apagão cibernético’ causado por uma atualização da plataforma CrowdStrike. A ferramenta da Microsoft, responsável por identificar, detectar e responder a ações de hackers, propagou para todos os sistemas operacionais da rede um erro contido no código da aplicação.
Os Estados Unidos e países da Europa estão entre os locais mais afetados pelo apagão, devido a alguns fatores como a infraestrutura tecnológica e a dependência dos sistemas da Microsoft. Segundo o site Downdetector, as principais companhias aéreas dos EUA interromperam ou atrasaram voos. Na Espanha, a autoridade aeroportuária relatou que o incidente nos sistemas de computadores paralisou as operações em todos os aeroportos. No Brasil, os aplicativos dos bancos Bradesco, Neon, Next e Pan pararam de funcionar.
O apagão cibernético foi um ataque hacker?
Governos e especialistas das localidades afetadas enfatizam que o apagão cibernético não ocorreu devido a um ataque ou ação maliciosa. Marcelo Branquinho, CEO da TI Safe, comenta que incidentes como esse já aconteceram no passado e ressalta a importância da atenção às vulnerabilidades dos sistemas de segurança: “O incidente evidencia algumas reflexões para o mercado. Precisamos observar o quanto o mundo, de certa forma, tem uma relação de dependência com empresas similares à CrowdStrike. Outro ponto é que humanos erram, soluções são liberadas com bugs, por isso, não podemos fazer uma instalação sem testes.”
Impacto de incidentes cibernéticos em infraestruturas críticas
Em ambientes industriais, falhas como o apagão cibernético, ocasionadas por erros na programação ou por possíveis ataques hackers, podem alcançar escalas muito maiores. “Se uma empresa de energia, por exemplo, atualizar os computadores de seu centro de controle com uma aplicação que possui erros no código, como foi o caso da CrowdStrike, ela perde a gerência de toda a região”, destaca Marcelo.
Prevenção de futuros incidentes cibernéticos
Para evitar apagões cibernéticos como este, ocorrido com a ferramenta da Microsoft, Branquinho pontua que, além do teste da atualização, é necessário se certificar de que a aplicação esteja liberada pelo fabricante para o tipo de infraestrutura em que ela será inserida. “Essa é a importância de ter um SOC (Security Operations Center) de OT que irá testar tudo antes de realizar a instalação em uma infraestrutura crítica e, neste ponto, a TI Safe está à frente do mercado por contar com laboratórios virtuais, onde é possível experimentar as atualizações em ambientes simulados reais. É isso que nossos ICS-SOCs fazem.”
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